spot_img
spot_img

― PUBLICIDADE ―

Influenciador Henrique Maderite é achado morto

O influenciador digital Henrique Maderite, de 50 anos, foi encontrado morto em um haras no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais,...

“A regulação das redes sociais é o que contribuirá para disputas eleitorais íntegras”, diz presidente de Cyber Leviathan

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

No dia 06 de outubro, 152 milhões de brasileiros estarão aptos a comparecer às urnas para eleger candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. A campanha nem começou e, no entanto, já há registros em cidades e estados do uso de recursos tecnológicos avançados para espalhar desinformação.  

O atual prefeito de Manaus (AM), Davi Almeida, denunciou à Polícia Federal ter sido alvo de deepfake (modificação em vídeo, foto ou voz).  A voz dele teria sido imitada por Inteligência Artificial (IA). O prefeito de Crissiumal (RS), Marco Aurélio Nedel, também alega ter sido vítima de deepfake, em um áudio com xingamentos aos servidores municipais. O deputado estadual do Sergipe Gustinho Ribeiro também se diz vítima de manipulação por IA.
 
Para o advogado e professor José Luis Bolzan de Morais, com o avanço da tecnologia digital, a cada eleição, os riscos da adoção de práticas ilegais na disputa se tornam maiores, com danos imensuráveis à democracia. Ele é presidente do Cyber Leviathan – Observatório do Mundo em Rede, um observatório que estuda a revolução da internet e seus impactos nas instituições político-jurídicas. 

“Até há pouco só se falava em autorregulação das chamadas ‘Big Techs’, como a Meta (dona do Instagram e do Facebook) e o Google. De um tempo para cá retomou-se o discurso em torno à heteroregulação – regulação por meio da ação estatal ou comunitária. O modelo de negócios das Big Techs, baseado no engajamento e tempo de conexão do usuário, utiliza-se da desinformação, discursos de ódio e conteúdos racistas ou misóginos, por exemplo, para garantir isso, o que exige uma ação da autoridade pública”, explica. 

“A regulação das redes sociais é o que contribuirá para disputas eleitorais íntegras e, por isso mesmo, na ausência de uma legislação produzida pelo Parlamento, o TSE discute a atualização de suas Resoluções, inclusive realizando audiência pública para discutir o tema. Um dos pontos do documento trata da utilização na propaganda eleitoral de conteúdo fabricado ou manipulado, por meio de tecnologias digitais, como a Inteligência Artificial, impondo que haja sua identificação”, diz o presidente do Cyber Leviathan.  
 
O TSE está recebendo propostas para o aperfeiçoamento das normas para as Eleições 2024. Já o chamado “PL das Fake News” tramita na Câmara dos Deputados. Entre os pontos que trata está a obrigação de as empresas realizarem a moderação de conteúdos ilícitos e relativos, por exemplo, à violência contra a mulher, ao racismo, à proteção da saúde pública, a crianças e adolescentes, idosos, e aqueles com consequências negativas graves para o bem-estar físico e mental da pessoa. 

Todavia, esta proposta legislativa tem sofrido o ataque de diversos setores, em particular das próprias Big Techs, impedindo o avanço do debate. Diante de diversas situações, inclusive suicídios de internautas, a discussão parece ganhar novo fôlego.

Foto: Divulgação

spot_img
spot_img
spot_img