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25 anos depois do parto, médico, mãe e filha trabalham juntos na mesma empresa

Uma história envolvendo amor e o destino. O amor fica por conta do nascimento da Kíscylla Marques Martins, e o destino, foi ele quem se encarregou de colocar a Kiscylla, a mãe dela, a Cléria Miotto Marques Martins, 47, e o médico, João Luiz Coser, para trabalhar, atualmente, os três na mesma empresa. Confira na reportagem especial de Cíntia Zaché.

Após 25 anos que o parto aconteceu, Kiscylla é assistente de atendimento, Cléria, auxiliar de higienização e doutor João Coser, médico na recém-inaugurada clínica da Unimed, em Nova Venécia. Ele, como já fez mais de 4 mil partos em 44 anos de carreira, claro que, não iria lembrar que foi a primeira pessoa que segurou a Kiscylla no colo. “A Cléria chegou para mim esses dias e disse: doutor, o senhor quem fez meu parto, quando minha filha nasceu, olha ela aqui”. E aí, vi a moça em que aquele bebê se transformou, vindo ao mundo pelas minhas mãos, e agora, tendo a satisfação de trabalharmos nós três juntos. Isso é gratificante e interessante, são surpresas e coisas que a vida nos traz”, fala o médico.

Cléria deu à luz a sua única filha no dia 23 de agosto de 1998, no extinto Hospital Dr. Brasileiro, de parto normal. A menina nasceu às 16h40, pesando 3,2 kg, medindo 45 centímetros e o pai, o motorista e montador de móveis, Adão Rodrigues Martins, 53, não pôde assistir ao parto porque, segundo a mãe, na época não era permitido. “Tive um parto tranquilo, fui muito bem assistida e, hoje tenho o privilégio de trabalhar com o doutor João, é gratificante. Outra profissional que também esteve comigo no momento de dar à luz, foi a Rose Hoffman, ela era da equipe de Enfermagem”, conta a mãe que, ainda lembra que, foi o médico Carlos Henrique Ribeiro Pinheiro, que a acompanhou durante gravidez.

Para somar a alegria, da mesma forma que a mãe, Kiscylla também se sente lisonjeada em poder estar os três ali, no mesmo espaço, em dias de trabalho. “É gratificante, incrível e, veja como este mundo é tão pequeno! Depois de 25 anos, estamos ali os três. Outra cosa, até o momento, eu nunca consultei com ele, mas, se isso acontecer, será outro fato gratificante”, narra.

E, com mais de quatro décadas de profissão, o médico ainda relata que, histórias como a da Kiscylla e da Cléria, o deixa cada dia mais confiante, de que a sua escolha da profissão, foi mais que certa. “Tenho um carinho grande ao chegar aqui na Unimed e encontrar as duas, aquele bebê se transformou nessa moça, que hoje, auxilia em nossos atendimentos. Nesse tempo todo na Medicina, tive apenas um caso de um bebê e uma mãe que, infelizmente, faleceram no parto. Fiz uma média de 4,5 mil partos já. Fico feliz em ter ajudado vir ao mundo, tantas crianças”, finaliza.