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O pesadelo do casal do ES, preso na Tailândia por causa da guerra no Oriente Médio

 

O sonho da viagem virou pesadelo. O casal de empreendedores de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, Aristei Junior Melmaschio e Sabrina Menegussi Ramos, está em Bangkok, capital da Tailândia, na Ásia, desde o dia 5 de março sem conseguir voltar ao Brasil devido aos conflitos entre Israel, Irã e Estados Unidos no Oriente Médio. Sabrina estava em viagem na Ásia com o companheiro. A reportagem é de Wilson Rodrigues, da Rede Notícia.

Ela explicou que no dia 4 de março precisou embarcar em um avião para retornar a Bangkok. Eles estavam no Vietnã.

“Nosso voo foi cancelado na madrugada do dia 04/03 devido aos conflitos no Oriente Médio! Tivemos problemas para sair do Vietnã e chegar em Bangkok novamente. Enfim, desde o dia 05/03, quando chegamos em Bangkok, já procuramos a companhia aérea no aeroporto de Bangkok (o guichê da companhia) e eles nos informaram que não poderiam fazer nada naquele momento e nem teriam previsão. Apenas nos entregaram um papel com contatos telefônicos e e-mails, sendo que esses contatos telefônicos não funcionam (a ligação falha) e um dos e-mails foi dado como inexistente”, relata Sabrina, em entrevista à Rede Notícia.

A companhia aérea citada por Sabrina é a Qatar Airways, com sede em Doha, no Catar, um dos países atingidos por mísseis iranianos em uma base americana. O cancelamento do voo mencionado por ela, deve-se ao fechamento do espaço aéreo na região por causa da guerra.

Nas redes sociais, Sabrina cita um conflito ainda no Vietnã com a companhia aérea Air Asia. Houve, segundo ela, excesso no peso da bagagem, mas as tentativas de pagamento dela e do companheiro não estavam passando no sistema da companhia. Segundo ela, foi sugerido pelo casal sacar dinheiro para pagar, e eles perderam o voo por causa do conflito. O voo iria para a capital da Tailândia.

“Eles precisavam realocar a gente no próximo voo para Bangkok. Eles disseram que não realocariam em outro voo e, se a gente quisesse embarcar, teríamos que comprar outra passagem. Eles começaram a vir para cima da gente, chamaram a segurança para nos retirar dali porque a gente não queria sair do balcão de embarque, porque a gente queria reaver a realocação e a companhia não iria realocar”, disse. “Pediram que a segurança nos escoltasse para sair dali. Tivemos que andar o aeroporto e voltar para a imigração, porque a segurança nos levou de volta para a imigração, isso tudo cercado de seguranças e várias pessoas olhando para a gente, e a gente se sentindo envergonhado”, disse. “Para piorar a situação, a companhia se recusou a nos vender uma nova passagem. E aí o desespero foi batendo porque você está do outro lado do mundo, você não fala a língua deles, simplesmente ficamos a Deus dará pela primeira vez ali”, disse.

“Com nossos próprios recursos, a gente teve que procurar outra passagem com outra companhia, até que a gente achou uma nova passagem pela Emirates [companhia aérea]”, disse.

“No dia 07/03 ficamos sabendo que existia um escritório deles aqui na cidade, porém só funciona de segunda a sexta, de acordo com o google. Pois bem. No dia 09/03 nos dirigimos bem cedo ao prédio do escritório; chegamos por volta das 4h da manhã em um estabelecimento que só ia abrir às 9h. Quando era por volta das 8h o local já estava lotado, facilmente mais de 100 pessoas. Às 9h uma mulher da companhia apareceu e informou que naquele dia seriam atendidas as pessoas que tinham conseguido pegar senha na sexta e no sábado. Naquele dia informaram que não seríamos atendidos e não tinham previsão de quando”, disse Sabrina.

“Ressalto ainda que no dia 06/03 entrei em contato com a embaixada brasileira de Bangkok, que nos informou não poder fazer nada para nos ajudar, pois se tratava de uma questão privada entre a companhia aérea e nós”, disse.

Sabrina disse que não sabe quando vai voltar ao Brasil porque não recebe resposta da companhia aérea.

A Rede Notícia demandou posicionamento das companhias aéreas  AirAsia, Qatar Airways e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A AirAsia não havia respondido ao nosso contato até a última atualização deste texto.

A Qatar Airways respondeu às 19h08 desta terça-feria (horário de Brasília/DF) que recebeu a demanda e vai responder aos questionamentos da reportagem “o mais breve possível”.

O Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil em Bangkok, informou que “permanece à disposição da comunidade brasileira naquele país, e presta assistência consular a todos os brasileiros que a solicitaram”.

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