Uma mulher de 28 anos foi presa em flagrante pela Polícia Civil do Espírito Santo por armazenar material de exploração sexual infantojuvenil. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (2), na Serra, Grande Vitória, como parte da Operação Proteção Integral V, uma ação nacional coordenada pela Polícia Federal.
A investigação que levou à captura da suspeita teve início após alertas emitidos pelas plataformas Google Photos e Google Drive. As ferramentas de monitoramento das empresas identificaram que ela armazenava os arquivos contendo abusos de menores em suas contas de armazenamento em nuvem.
De acordo com a polícia, a mulher, que não teve a identidade divulgada, era alvo de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. A imagem divulgada pela polícia já foi enviada borrada.
No entanto, ao chegarem no local, os agentes identificaram que a suspeita também realizava o download do material para a galeria do seu telefone celular — o que motivou a autuação em flagrante.
Em depoimento, a investigada admitiu que baixava as imagens de grupos do WhatsApp e da rede Telegram. Ela alegou que as mantinha o material salvo na galeria, mas negou que fizesse o compartilhamento ou a comercialização do material.
“Muitos podem pensar que armazenar é um fato de menor importância, mas é um elemento que fomenta essa rede de abuso e exploração. Se há quem compra [ou baixa], há quem vende. E se há quem vende, há quem produz e abusa materialmente de uma criança”, destacou o delegado Ícaro Olimpio, adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, durante uma coletiva sobre a operação nesta quarta-feira (2).
Durante a mesma operação, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão no município de Guarapari contra um jovem de 22 anos. O caso começou a ser investigado após uma organização americana receber um alerta da plataforma Discord.
Segundo as apurações, o jovem, que não teve a identidade divulgada, afirmou em um chat da rede social que havia estuprado uma menina de 5 anos.
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Diante da gravidade da declaração, a Polícia Civil localizou o suspeito e solicitou à Justiça a busca e apreensão de seus eletrônicos. Na residência, foram apreendidos celulares, computadores e tablets.
A polícia explicou que, diferentemente do caso ocorrido na Serra, não foi expedido mandado de prisão imediata para o jovem de Guarapari porque ainda não há indícios materiais concretos do abuso. Os dispositivos apreendidos passarão por perícia técnica para constatar se o crime de estupro de vulnerável de fato aconteceu ou se a mensagem enviada pelo jovem foi um “blefe” para contar vantagem dentro do grupo virtual.
Caso as provas de abuso ou de produção de material ilícito sejam confirmadas no laudo pericial, a prisão dele será solicitada ao Poder Judiciário.
Em nível nacional, a Operação Proteção Integral V cumpriu mandados de busca e apreensão nas 27 unidades da Federação com foco na repressão a crimes relacionados ao armazenamento, ao compartilhamento, à comercialização e à produção de material de abuso sexual infantojuvenil, com atuação integrada entre as forças policiais. Veja o balanço nacional:
- 153 Mandados de Busca e Apreensão
- 13 Mandados de Prisão Preventiva
- 42 Prisões em Flagrante
- 3 Apreensões de menores
- 755 Policiais (480 policiais federais e 275 policiais civis)
- 2 Vítimas resgatadas












