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Escola Bíblica Dominical agora é Patrimônio Imaterial do município

A Câmara Municipal de Barra de São Francisco aprovou por unanimidade, durante a sessão desta segunda-feira (16), o Projeto de Lei nº 009/2026, de autoria do vereador Juvenal Calixto Filho, que declara a Escola Bíblica Dominical como Patrimônio Cultural Imaterial do município.

A proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Justiça, Legislação e Redação antes de ser levada à pauta, onde foi discutida pelos parlamentares e, em seguida, aprovada por unanimidade.

A sessão contou com a presença de diversos membros de congregações evangélicas, que lotaram o auditório da Câmara. Entre as lideranças religiosas presentes estavam o pastor André Junior de Freitas, da Igreja Presbiteriana Betel; o pastor Joel Soares Quirino, da Assembleia de Deus de Cedrolândia; Rodrigo Antônio, presbítero da Casa de Oração da Rua Mineira; e o pastor Wesley Moreira, da Igreja Batista no bairro Campo Novo.

Durante a discussão, o autor do projeto destacou a importância da iniciativa para o município. “É um dia muito especial para o nosso município, porque apresentamos para apreciação dos nobres colegas parlamentares um projeto de lei que reconhece a Escola Bíblica Dominical como Patrimônio Cultural Imaterial”, afirmou Juvenal, que também agradeceu a presença dos líderes religiosos, membros das igrejas e da comunidade evangélica.

O projeto também recebeu apoio dos demais vereadores, que ressaltaram a relevância da proposta. Parlamentares como Wilson Mulinha, Carlim da Dengue, Pedrinho Godoy, Sargento Farias e Rubens Delazari destacaram que tiveram formação em instituições religiosas e atribuíram a elas valores que contribuíram para suas trajetórias pessoais e profissionais.

Na justificativa apresentada, o vereador destacou que a Escola Bíblica Dominical faz parte da história de milhares de famílias brasileiras e também do município, sendo um espaço de ensino, formação de valores, orientação espiritual e fortalecimento familiar.

Segundo o texto, a iniciativa vai além do aspecto religioso, sendo também um instrumento de transformação social, ao promover princípios como respeito, amor ao próximo e responsabilidade, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Ao defender o projeto, Juvenal citou o versículo bíblico de Provérbios 22:6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele”, ressaltando que o ensinamento resume a missão da Escola Bíblica Dominical.

A ORIGEM DA EBD

A Escola Bíblica Dominical tem origem no século XVIII, na Inglaterra, quando o jornalista e filantropo Robert Raikes iniciou encontros aos domingos para ensinar leitura, escrita e princípios cristãos a crianças em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa rapidamente se expandiu pela Europa e pelos Estados Unidos, tornando-se um modelo de educação religiosa e também social.

No Brasil, a EBD foi introduzida no século XIX com a chegada de missionários protestantes, sendo adotada por igrejas históricas como presbiterianas, batistas e metodistas. Ao longo do século XX, com o crescimento das igrejas evangélicas, especialmente as pentecostais, a prática se consolidou em todo o país.

De forma geral, a Escola Bíblica Dominical é organizada em classes divididas por faixa etária (crianças, adolescentes, jovens e adultos), e ocorre tradicionalmente aos domingos. As aulas são voltadas ao estudo sistemático da Bíblia, utilizando revistas e materiais didáticos próprios, além de momentos de reflexão, debate e aplicação prática dos ensinamentos no cotidiano.

Foto Tiago Quirino

 

Escola Bíblica Dominical agora é Patrimônio Imaterial do município de Barra de São Francisco

Foto: Natan

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