Alunos de escolas do campo, camponeses, entidades representativas dos trabalhadores rurais, autoridades políticas e representantes da Secretaria Municipal de Educação participaram, nesta quarta-feira (25), do II Seminário Municipal de Educação do Campo em Boa Esperança, no Noroeste do Espírito Santo. O evento teve como tema “Educação do Campo: Desafios e Possibilidades”.
Conforme a ata do evento, obtida pela reportagem, o momento inicial ocorreu com um “café camponês”, no qual foram apresentados trabalhos desenvolvidos por estudantes. Em seguida, realizou-se um momento de mística com apresentações dos alunos, que entoaram canções relacionadas aos saberes locais e exibiram cartazes temáticos. Para a abertura oficial, a ata registra a composição da mesa pelo Secretário Municipal de Educação, a Presidente da Câmara Municipal, a Presidente do Comitê da Educação do Campo, o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a representante dos movimentos sociais.
Segundo o documento, o Secretário Municipal de Educação, Eudes Alexandre, destacou a conquista do Selo Ouro de Alfabetização pelo município em 2025 e colocou-se à disposição da modalidade. A ata descreve que a vereadora Joseth ressaltou a importância da valorização da educação em um município agrícola, enquanto a professora Raniele expressou gratidão pelo seminário. O registro oficial cita ainda a fala do senhor Chiquinho sobre o avanço tecnológico na agricultura e o retorno das pessoas ao campo, além da ênfase dada pela senhora Valcilene à relevância do tema.
Na sequência, a ata detalha a realização de uma mesa-redonda com a participação das professoras Sarah de Oliveira Lollato, Fernanda Plácido Rocha, Raniele Zanol Ferreira, Uilzinete Jesus de Oliveira e do professor Daniel Arruda de Oliveira. De acordo com o registro, a professora Sarah abordou a concepção histórica da área, destacando o novo Pronacampo como política de governo e defendendo que o fechamento de escolas do campo é inadmissível por se tratar de um direito subjetivo.
Conforme o relato da ata, a professora Fernanda Plácido Rocha discorreu sobre os marcos legais, como a Constituição Federal e a LDB, enfatizando a necessidade de adequação do calendário escolar à realidade rural e criticando instituições que usam a nomenclatura apenas para obter recursos. Já o professor Daniel Arruda de Oliveira apresentou dados sobre a juventude no campo, observando que os homens tendem a permanecer nas atividades laborais rurais precocemente, enquanto as mulheres migram com mais frequência para a cidade.
A ata registra ainda que a professora Raniele Zanol Ferreira tratou das práticas pedagógicas e da disciplina Estudos Regionais, implementada no município em 2022, destacando a pesquisa da realidade local. A professora Uilzinete Jesus de Oliveira ressaltou os desafios da interdisciplinaridade, exemplificando como atividades de horta escolar integram conteúdos de Química e Biologia. O evento foi encerrado às onze horas com a entrega de lembranças e a leitura da “Carta da Educação do Campo: Direito Subjetivo e Modalidade de Educação”, conforme finaliza o documento.











