spot_img
spot_img

― PUBLICIDADE ―

Plano Safra 2025/2026: crédito rural empresarial cresce 6% e soma R$ 316,57 bilhões

O crédito rural empresarial, no período do Plano Safra 2025/2026, apresentou desempenho positivo. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, os contratos totalizaram...

Lagoa Real pode ter cerca de 90 mil t em recursos não descobertos

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) revelou em um estudo que a Província Uranífera de Lagoa Real (PULR), na Bahia, pode ter metade do seu potencial de urânio ainda não explorado. Resultados do Projeto Avaliação do Potencial do Urânio no Brasil, apresentados em Informe de Recursos Minerais, indicam que podem existir cerca de 90 mil toneladas de urânio em recursos não descobertos, o que representa aproximadamente 51% do total estimado da província. O Informe de Recursos Minerais – Avaliação da Favorabilidade para Depósitos de Urânio no Brasil: Urânio na Província Lagoa Real, BA: principais aspectos das mineralizações e favorabilidade mineral pode ser conferido aqui.

“Ao ampliar os conhecimentos sobre o urânio na PULR, e fornecer subsídios técnicos para a exploração eficiente deste bem mineral, o IRM fortalece o planejamento estratégico do setor mineral, favorecendo o desenvolvimento sustentável e competitivo da mineração no Brasil”, comenta o pesquisador Raul Meloni, um dos autores da publicação. O Plano Nacional de Mineração 2030 considera o urânio um mineral estratégico em razão da aplicação em produtos e processos de alta tecnologia, e devido às reservas deste bem mineral terem potencial de contribuir para geração de superávit da balança comercial no futuro. Atualmente, o Brasil detém o nono maior recurso mundial de urânio, com aproximadamente 250 mil toneladas, e com potencial para estar entre os cinco maiores recursos, diante da diversidade geológica e a extensão territorial do país. “Esses resultados evidenciam o alto potencial de crescimento das reservas nacionais de urânio”, reforça Meloni.

Para o estudo, o SGB uniu novos dados com metodologias modernas de mapeamento de favorabilidade mineral, o que permitiu identificar as áreas prioritárias para prospecção. Dessa forma, o SGB contribui para “reduzir riscos exploratórios e fornecer subsídios técnicos para orientar investimentos futuros”, afirma o pesquisador. A publicação foi organizada pelos pesquisadores do SGB Hugo Polo, Raul Meloni, Anderson Dourado, Isabelle Serafim, Raphael Correia, Guilherme Ferreira, Caroline Santos, Iago Ferreira, Marcos Vinícius Ferreira, Monica Freitas, Francisco Javier Rios. Gláucia Queiroga e Marcos Paulo de Castro. O Informe de Recursos Minerais nº 13, da série Minerais Estratégicos, está vinculado ao Programa Mineração Segura e Sustentável e à Ação Pesquisa Mineral, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). A iniciativa conta com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal, e tem o objetivo de estimular a pesquisa e a produção mineral brasileira.

spot_img
spot_img
spot_img