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Setembro Amarelo: Roda de Conversa no Espaço Integrar debate “Depressão e Suicídio no Autismo”

O Espaço Integrar mantido pela Prefeitura de Barra de São Francisco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, na tarde desta terça-feira (30), uma roda de conversa sobre “Depressão e Suicídio no Autismo”. O encontro contou com a participação do comando do 11º Batalhão da Polícia Militar, representado pelo Major Coimbra, da psicóloga Isabella Diniz de Freitas e da coordenadora do Espaço Integrar, Jamily Justino, que se reuniram junto à comunidade para discutir os desafios enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias diante do risco elevado de depressão, automutilação e suicídio.

O Espaço Integrar atende mais de 400 pessoas com autismo. O objetivo da atividade foi estimular a reflexão sobre os sentimentos, criar consciência emocional e proporcionar um momento de alívio e acolhimento de forma lúdica e segura, dentro das ações do Setembro Amarelo.

Durante a roda de conversa, Jamily Justino ressaltou a sobrecarga emocional vivida especialmente pelas mães, que muitas vezes assumem a linha de frente no cuidado diário e enfrentam um desgaste comparável a uma rotina de guerra. A ausência de uma rede de apoio estruturada, somada ao isolamento social, contribui para que adolescentes com autismo apresentem comportamentos de automutilação ou pensamentos suicidas. Para ela, esse cenário exige mais respeito, acolhimento e empatia da sociedade e do poder público.

O Major Coimbra destacou a importância de preparar os policiais militares para lidar de forma adequada com pessoas com autismo, propondo treinamentos e reuniões específicas com o efetivo. Segundo ele, ainda não há protocolos claros no Estado para esse tipo de abordagem, e a iniciativa de Barra de São Francisco pode ser um marco inicial para que outras regiões adotem práticas semelhantes, prevenindo crises e garantindo atendimento mais humanizado.

A psicóloga Isabella de Freitas reforçou a necessidade de criar estratégias de acolhimento que ultrapassem os espaços clínicos, com integração entre famílias, profissionais da saúde, educação e segurança pública. Para ela, o enfrentamento da depressão e do suicídio entre pessoas autistas depende de articulação contínua entre diferentes setores, com atenção especial à escuta sensível e ao fortalecimento da rede de apoio.

Dados recentes sobre autismo no Brasil e no Espírito Santo

Segundo o Censo 2022, o Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA, o equivalente a 1,2% da população. No Espírito Santo, são aproximadamente 51 mil pessoas, ou 1,3% dos moradores do estado, índice que sobe para 2,1% quando se observa apenas a população estudantil acima de seis anos. Ainda que não existam estatísticas locais específicas sobre suicídio entre autistas, estudos internacionais apontam risco até dez vezes maior em comparação com a população em geral.

A roda de conversa marcou, assim, um passo importante para dar visibilidade a um problema muitas vezes silenciado e abrir caminho para ações mais efetivas em Barra de São Francisco.

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