José Renato Casagrande (PSB), de 65 anos, foi eleito neste domingo (4) para o Senado pelo Espírito Santo, com 995.361 votos. Natural de Castelo, no Sul do estado, é formado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e em Direito pela Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim. É casado e tem dois filhos.
Casagrande renunciou ao cargo de governador do Espírito Santo para disputar uma vaga no Senado nas Eleições de 2026. Ele já havia ocupado o cargo de senador entre 2007 e 2011. Também foi deputado estadual, deputado federal e vice-governador do estado.
Disputou as eleições ao lado de outros 10 candidatos. Também foi eleito Evair de Melo (Republicanos). Os dois vão compor a bancada capixaba em Brasília, ao lado do senador Magno Malta (PL).
Da política estadual ao governo do Espírito Santo
Casagrande foi deputado estadual entre 1991 e 1994. Em seguida, foi vice-governador de Vitor Buaiz, entre 1995 e 1999, período em que também comandou a Secretaria de Estado da Agricultura.
Entre 2003 e 2006, foi deputado federal. No Senado, entre 2007 e 2010, foi líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB), sigla à qual é filiado desde 1987. Durante o mandato, participou de debates sobre meio ambiente e segurança pública e foi presidente da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.
Em 2010, foi eleito governador do Espírito Santo no primeiro turno, com 1.502.070 votos, o equivalente a 82,3% dos votos válidos. Em 2018, voltou a disputar o cargo e foi eleito novamente, com 1.072.224 votos, ou 55,49% dos votos válidos.
Nesse novo mandato como senador, afirmou que terá como pautas prioritárias o combate ao crime organizado, com a criação de uma plataforma unificada de dados dos estados para facilitar o acesso das forças de segurança e do Judiciário ao histórico criminal, o financiamento federal para obras de infraestrutura, como rodovias, ferrovias e portos, e o crédito rural.
Também defendeu uma reforma do Judiciário, com mudanças como o fim dos mandatos vitalícios e a adoção de mandatos de 10 anos, além de alterações nas decisões monocráticas.











