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“Professor não quer festinha, quer o cumprimento do piso e valorização da carreira”, diz Rodrigo Agapito

Educação em marcha: SINDIUPES ocupa as ruas no Dia das Professoras e dos Professores

 

Na manhã desta quarta-feira (15), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (SINDIUPES) promoveu uma grande caminhada pelas avenidas centrais de Barra de São Francisco em homenagem ao Dia das Professoras e dos Professores. Mesmo com chuva em diversas cidades das regiões Norte e Noroeste, o ato reuniu um expressivo número de educadores, reafirmando que o 15 de outubro é, acima de tudo, um dia de luta por valorização profissional, respeito e salário digno — e não de mera celebração simbólica.

Valorização do magistério em primeiro plano

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes partiram da Rua da Feira e percorreram o centro da cidade, chamando atenção da população para as condições salariais e estruturais da rede pública municipal.

Professor não quer festinha, quer o cumprimento do piso e valorização da carreira”, declarou Rodrigo Agapito, diretor regional Norte/Noroeste do SINDIUPES, que ressaltou a importância de transformar o 15 de outubro em um marco de resistência coletiva: “Cada professora e cada professor que esteve na rua hoje lembrou ao poder público que a educação não se sustenta com discursos, mas com investimento e respeito.”

Defasagem salarial e reivindicações

O movimento destacou também as distorções salariais que persistem no município, onde os vencimentos básicos ainda não refletem o valor estabelecido pela Lei nº 11.738/2008 e pela Portaria MEC nº 77/2025, que fixa o piso nacional do magistério em R$ 3.042,36 para 25 horas semanais. “Seguimos mobilizados para garantir o cumprimento integral do piso e a recuperação das perdas acumuladas, que já ultrapassam 130%”, reforçou Agapito.

Histórico de mobilização

O ato de 15 de outubro consolida uma sequência de mobilizações realizadas pelo SINDIUPES em Barra de São Francisco desde agosto, quando a greve foi suspensa por decisão judicial. Mesmo diante das restrições, a categoria manteve-se organizada, promovendo passeatas, assembleias e atos públicos — como o protesto de 8 de setembro na Câmara Municipal — para pressionar o Executivo a corrigir as distorções e valorizar o magistério.

A luta em Barra de São Francisco se soma ao movimento estadual em defesa da aplicação correta do piso e da valorização de todos os profissionais da educação. Segundo o SINDIUPES, apenas 20 dos 78 municípios capixabas cumprem integralmente o piso nacional, o que reforça a necessidade de continuidade da mobilização.

 

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