Uma mulher de 68 anos morreu após ser atropelada na faixa de pedestres na pista lateral da BR-101, em Jaguaré, no Norte do Espírito Santo. A polícia informou que o motorista apresentava sinais de embriaguez, fugiu sem prestar socorro e se envolveu em outro acidente momentos depois, na noite deste domingo (12).
Um vídeo mostra o momento em que a vítima, Edite de Oliveira Amorim, atravessava a rodovia para ir à igreja quando foi atingida pelo carro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta segunda-feira (13).
O acidente aconteceu por volta das 19h de domingo (12). As imagens mostram o momento em que a mulher atravessa a pista lateral e é atingida pelo veículo, que não para.
O motorista, Diego Sesana Mesquita, de 39 anos, fugiu do local sem prestar socorro. Segundo a Polícia Militar, ele se envolveu em outro acidente na mesma noite, e foi preso em flagrante com sinais de embriaguez.
Momentos depois, Diego bateu o Argo que dirigia em um Ônix, na localidade de São Roque, no mesmo município. De acordo com o motorista do outro veículo, o suspeito trafegava na contramão. Não houve feridos.
O motorista se recusou a realizar o teste de etilômetro e foi levado pelos policiais militares para a Delegacia Regional de São Mateus.
A Polícia Civil informou que o suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de São Mateus, autuado em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com circunstância agravante já que o condutor deixou de prestar socorro à vítima e não procurou reduzir as consequências do acidente, além de possivelmente estar conduzindo o veículo em desacordo com normas de segurança.
Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP).
Edite morava na comunidade de Palmito, em Jaguaré, e seguia sozinha para a igreja no momento do atropelamento. Ela deixa três filhos, sete netos e um bisneto.
“Era uma mãe, uma tia, uma irmã. É muito complicado, porque era uma pessoa muito guerreira, criou os filhos sozinha, sem o apoio de ninguém, trabalhando na colheita de café. A forma como foi, a gente não espera. Fico muito chateado, é complicado”, lamentou o neto Nickolas de Oliveira Soares.











