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Estudos indicam qual massagem é mais eficaz para dor, ansiedade e recuperação muscular

Revisões sistemáticas e diretrizes clínicas globais ao redor do mundo mapearam quais são as modalidades de massagem que funcionam melhor para cada problema, desde...

Estudos indicam qual massagem é mais eficaz para dor, ansiedade e recuperação muscular

Foto: Freepik

Revisões sistemáticas e diretrizes clínicas globais ao redor do mundo mapearam quais são as modalidades de massagem que funcionam melhor para cada problema, desde dores nas costas até ansiedade. Dessa forma, a escolha deve considerar sintomas físicos, objetivos terapêuticos e histórico de saúde.

A técnica utilizada na massagem depende do diagnóstico: dores, relaxamento e recuperação muscular exigem abordagens completamente distintas. Quando empregada de maneira correta pode auxiliar diferentes tratamentos de saúde. 

Por conta disso, cada vez mais pessoas buscam a alternativa, comportamento que reflete nos resultados do setor. O mercado global de equipamentos de massagem, avaliado em US$ 25,26 bilhões em 2024, deve atingir US$ 41,18 bilhões até 2032, aponta a Fortune Business Insights.

Massagem para dor lombar

Conforme as diretrizes do Colégio Americano de Médicos (ACP), a massagem é uma opção para dor lombar aguda. No caso crônico, a evidência de benefício existe, mas é considerada fraca, já que os efeitos de longo prazo não foram estabelecidos. Nesses casos, a liberação miofascial pode ser indicada, por isso, a relevância de onde encontrar massagistas com treinamento especializado antes de iniciar o tratamento.

Um estudo de 2014, revisado pela pesquisadora Tiffany Field, da Universidade de Miami, demonstrou que a técnica sueca com óleo de gengibre superou a massagem tailandesa no tratamento de idosos com dor lombar crônica. A comparação foi feita especificamente com a massagem tailandesa tradicional.

No caso de alívio para curto prazo em dores lombares inespecíficas, pesquisas publicadas em 2017 indicam que a massagem tailandesa oferece alívio de forma comparável à terapia de mobilização articular.

Massagem para relaxar

A massagem tem impacto bioquímico comprovado, reduzindo o hormônio do estresse (cortisol) em 31%, segundo o Touch Research Institute. Esse reflexo na bioquímica do corpo humano é um dos pontos de maior consenso entre revisões sistemáticas mais recentes.

A massagem sueca é destaque no combate à insônia, especialmente em quadros pós-parto. Estudos com sessões de 20 minutos durante cinco dias consecutivos mostraram bons resultados no relaxamento profundo desses pacientes. Já as sessões de massagem modeladora focam em objetivos estéticos, como redução de medidas e modelagem corporal, tendo o efeito secundário de relaxamento.

Um ensaio clínico de 2018 diferencia as finalidades: a massagem tailandesa é indicada para estimulação mental e energia, enquanto a sueca é superior para indução do sono e relaxamento. 

Entidades internacionais recomendam a massoterapia como suporte para melhorar o humor e a qualidade de vida em pacientes com câncer e HIV. O nível de evidência é moderado para redução de estresse e suporte em doenças graves.

Massagem para recuperação muscular

A massagem pré-exercício é desaconselhada para quem busca performance. Estudos indicam que ela pode, inclusive, reduzir a força muscular em atividades que exigem alta intensidade. O benefício da prática está na recuperação pós-exercício: nela, a massagem é altamente eficaz para reduzir a fadiga percebida e acelerar a recuperação psicológica. 

Segundo revisões sistemáticas publicadas nos periódicos BMJ Open Sport & Exercise Medicine e Sports, há evidências consistentes de que a massagem melhora a flexibilidade e reduz a dor muscular tardia. 

Quanto à dor muscular de início tardio (DOMS), uma meta-análise que incluiu 311 participantes indicou que a massagem reduz esse desconforto em média 13%, auxiliando no controle da enzima creatina quinase, um marcador de dano muscular.

A ciência não encontrou evidências de que a massagem melhora diretamente a força, o salto, o sprint ou a resistência imediatamente após a aplicação. O que foi identificado é o ganho de 7% na flexibilidade e amplitude de movimento, segundo meta-análise com 246 participantes. 

Protocolos específicos utilizados em corredores de maratona envolvem sessões de 30 minutos distribuídas ao longo de 11 dias após a prova. O nível de evidência é moderado para recuperação e forte para ausência de melhora em performance direta.

Massagem para pacientes com fibromialgia, artrite e outras condições

De acordo com uma meta-análise publicada na revista científica PLoS ONE, pacientes com fibromialgia devem continuar a massagem por pelo menos cinco semanas para ter benefícios significativos na dor, ansiedade e depressão. O Shiatsu, que aplica pressão moderada, mostrou resultados superiores à massagem sueca com pressão leve para melhorar a dor e a qualidade do sono.

Para osteoartrite de joelho, a massagem sueca padrão com duração de 60 minutos, uma ou duas vezes por semana durante oito semanas, reduz a dor e melhora a função física. O nível de evidência é baixo a moderado para redução da dor e melhoria funcional de curto prazo.

Na artrite reumatoide dos membros superiores, a massagem de pressão moderada é mais indicada do que a leve para aumentar a força de preensão e reduzir a dor. Para enxaqueca e cefaléia tensional, a drenagem linfática e a massagem tradicional reduziram a frequência de enxaquecas em estudos de oito semanas. A massagem em pontos-gatilho miofasciais reduziu a frequência de cefaleias tensionais quando aplicada duas vezes por semana durante seis semanas.

Quando a técnica é contraindicada e pode trazer riscos?

Pessoas com pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, osteoporose profunda, câncer, gravidez ou em recuperação cirúrgica devem evitar a massagem tailandesa ou consultar um médico antes. 

Efeitos adversos, embora raros, foram documentados: coágulos sanguíneos, lesões nervosas ou fraturas ósseas, geralmente associados a massagens muito vigorosas (como deep tissue) ou em pacientes com riscos prévios, especialmente idosos.

A conclusão das autoridades de saúde é que a massagem é segura, desde que realizada por profissionais qualificados que respeitem rigorosamente as contraindicações clínicas.

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