As plataformas de apostas autorizadas a funcionar no Brasil saíram do ar na terça-feira (6), e os apostadores que ainda tinham dinheiro nelas devem receber os valores de volta entre sexta-feira (9) e a próxima quarta-feira (14). Ao todo, R$ 1,325 bilhão deve ser devolvido a cerca de 26,5 milhões de apostadores.
Os números constam de boletim da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Cerca de 26,5 milhões de apostadores ainda têm saldo nas plataformas.
A suspensão do funcionamento das plataformas de apostas segue determinação a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e a publicidade de apostas no país. Dos 188 sites que operavam com autorização até segunda-feira (5), apenas um continua no ar. O bloqueio já foi solicitado, e a fiscalização acompanha o cumprimento da determinação.
Apostadores podem ter contas em várias plataformas
O Ministério da Justiça destaca que o número de apostadores não corresponde ao número de contas. Uma mesma pessoa pode ter cadastro em várias plataformas. Por isso, o total de contas é superior ao número de apostadores. Entre as contas com saldo, 86,2 milhões têm valores de R$ 0,01 a R$ 0,99, que somam R$ 15,5 milhões.
Segundo o ministério, a existência de grande número de contas com valores muito baixos pode estar relacionada ao ritmo lento de retirada dos recursos.
Cronograma
Até 5 de outubro: prazo final para a retirada voluntária dos valores.
Até 7 de outubro: as empresas enviam aos bancos o saldo de cada apostador, por CPF, e a conta bancária utilizada nos depósitos.
De 9 a 14 de outubro: as instituições financeiras fazem a devolução aos apostadores.
A partir de 14 de outubro: os valores cuja restituição encontrar impedimentos são transferidos à Caixa, responsável pela devolução.
O que fazer
• Acompanhe o extrato da conta bancária que você usou para depositar nas bets. É para ela que os saldos devem ser enviados, segundo o cronograma.
• Confira o valor recebido com o último saldo que você onsultou na plataforma.
• Se o dinheiro não chegar até 14 de outubro, procure o atendimento ou a ouvidoria do seu banco.
• Persistindo o problema, registre reclamação no Consumidor.gov.br ou no Procon do seu estado ou município. Guarde comprovantes de depósito, prints do saldo e protocolos de atendimento.
• Desconfie de mensagens, links e perfis que prometem “liberar” o dinheiro mediante pagamento ou envio de senhas. A devolução, segundo o cronograma, é feita pelos bancos, e não exige o pagamento de nenhuma taxa.
Contas com valores elevados e sites ilegais
O governo informou que contas com saldos elevados serão analisadas para apurar possíveis casos de lavagem de dinheiro e eventuais vínculos com organizações criminosas.
A fiscalização também continua contra a oferta ilegal. Entre 25 de setembro e 6 de outubro, 13.241 sites ilegais foram encaminhados para bloqueio. Também foi solicitada a remoção de 3.552 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em redes sociais e aplicativos de mensagem.

Joédson Alves/Agência Brasil










