
De acordo com dados do Novo Caged, o Brasil gerou 228 mil empregos com carteira assinada em março deste ano e mais de 613 mil postos de trabalho no primeiro trimestre de 2026. Atualmente, o país soma cerca de 49 milhões de vínculos formais ativos, resultado 2,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Diante do cenário positivo, profissionais que buscam rápida inserção no mercado de trabalho têm voltado atenção para setores com alta demanda por mão de obra técnica. Entre as áreas que mais enfrentam carência de trabalhadores qualificados estão segurança do trabalho, eventos e oficinas industriais.
Setores chaves demandam conhecimento técnico
“Há uma demanda crescente por profissionais ligados à segurança do trabalho, principalmente em atividades relacionadas ao uso correto de equipamentos e proteção individual (EPIs), atendimento às regulamentações e trabalho em altura”, explica o CEO da Elevify, Rangel Barbosa.
No setor de festas e eventos, a procura se concentra em funções como organizadores, decoradores e celebrantes. Já nas oficinas industriais, áreas como soldagem, caldeiraria e manutenção técnica seguem entre as mais demandadas pelas instituições.
Com o avanço dessas atividades, cursos de serviços e profissões técnicas ganham espaço como alternativa para quem deseja aumentar as chances de empregabilidade. As formações de curta duração, especialmente voltadas à prática, têm atraído estudantes interessados em qualificação rápida e alinhada às necessidades do mercado.
“Os cursos online podem ajudar muito, já que as aulas presenciais são mais caras e nem todas as cidades oferecem esse tipo de capacitação. O ensino online amplia o acesso imediato e consegue oferecer todos os insumos que a pessoa precisa para melhorar sua renda e se destacar no mercado de trabalho”, destaca Barbosa.
Mulheres na área da segurança
Entre as formações técnicas de destaque está o curso de vigilante feminina, que tem atraído mulheres interessadas em atuar no setor de segurança privada. Além do treinamento operacional técnico, o curso também inclui conteúdos voltados para o desenvolvimento de competências socioemocionais, valorizadas pelo mercado.
Esses diferenciais têm contribuído para ampliar a presença de mulheres em áreas historicamente dominadas por homens. “Em alguns ambientes, como clínicas, escolas e lojas de shopping, onde o público também é majoritariamente feminino, a presença de uma mulher como vigilante pode trazer mais segurança emocional e empatia em caso de conflitos”, afirma o CEO.
Segundo a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), o setor de segurança vem registrando crescimento da participação feminina em diversas funções e níveis hierárquicos, consolidando-se como uma área promissora para mulheres que buscam inserção no mercado de trabalho.










