A Assembleia Legislativa do Espírito Santo protagonizou um marco histórico ao realizar, nesta quarta-feira (25), a abertura do mercado de crédito de carbono para agricultores familiares vinculados ao Projeto Arranjos Produtivos. O lançamento da iniciativa, realizado em Conceição do Castelo, representa um avanço estratégico do projeto, ao inserir pequenos produtores em um mercado global ainda pouco acessível, fortalecendo políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável no campo.
Na ocasião, os primeiros produtores rurais beneficiados com a iniciativa realizaram a assinatura dos contratos de adesão. A proposta busca integrar produção rural, preservação ambiental e dinamização econômica em um único modelo de atuação. O evento foi realizado no Parque de Exposições Sanfonão, com a participação do presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), e de mais de 200 produtores interessados na nova política pública.
“Esse é um passo importante de mais uma etapa que nós estamos cumprindo aqui do Arranjos Produtivos. Esse viés com o crédito carbono vai dar uma condição ainda melhor para que o produtor possa conhecer e cuidar mais da terra, do nosso meio ambiente, da questão da preservação das nossas nascentes. É um processo de sucessão importante da riqueza que ele produz, para que a família dele continue gerando oportunidade, emprego, renda, de forma saudável e tendo esse retorno importante de tudo aquilo que ele produziu para o mundo”, avaliou o presidente Marcelo Santos.
O evento reuniu produtores da região sul capixaba, incluindo representantes de municípios como Venda Nova do Imigrante, Castelo, Domingos Martins, Brejetuba, Iúna e Muniz Freire.
Durante o evento os participantes também puderam tirar dúvidas sobre como funciona a política de pagamento de créditos de carbono e sobre os próximos passos da iniciativa. A expectativa é que aproximadamente 1.300 agricultores passem a integrar o programa ao longo de sua execução.
Critérios técnicos
A secretária da Casa dos Municípios da Ales, Joelma Costalonga, também participou do evento e destacou que serão contemplados produtores de todas as regiões do Espírito Santo, desde que atendam aos critérios técnicos estabelecidos.
Entre as exigências estão a adoção de práticas sustentáveis, conservação de recursos naturais, diminuição de impactos ambientais e acompanhamento técnico especializado.
A remuneração varia conforme o desempenho ambiental de cada propriedade, com melhores resultados associados a iniciativas como recuperação de áreas e sistemas produtivos mais sustentáveis.
Os retornos financeiros dependem de etapas de validação e certificação, não sendo imediatos. A previsão é que os primeiros repasses ocorram a partir de cerca de 12 meses, conforme auditorias e condições de mercado. Os contratos podem chegar a 40 anos de duração, garantindo maior segurança e previsibilidade, com repasse médio de 45% do valor líquido anual aos participantes.
Novas reuniões para assinaturas de contrato e divulgação do projeto serão realizadas ao longo dos meses de março e abril. Nos dias 23 e 24 aconteceram apresentações do projeto nos municípios de Anchieta e Jerônimo Monteiro.











