Confundida com uma rival de grupo criminoso, a servidora da Saúde Estadual Angélica Aparecida de Oliveira, 48 anos, foi assassinado em Jaguaré, no Norte do Estado, em outubro de 2023.
O crime desafiava a Polícia e parecia que íria continuar impune, mas, dois anos depois, todos os envolvidos estão presos. O inquérito já foi concluído pela Polícia Civil e enviado à Justiça para que possam ser processados e responsabilizados pelo crime.
O último suspeito envolvido foi preso pela Delegacia de Polícia (DP) de Jaguaré, nesta terça-feira (20). O crime ocorreu no dia 27 de agosto de 2023, nas imediações do Córrego das Araras.
Após trabalho de monitoramento, os policiais civis acompanharam o suspeito, de 22 anos, até a entrada em um imóvel localizado no bairro Barra Seca, onde foi realizada a prisão.
O homem é investigado por participação no crime. Angélica Aparecida de Oliveira desapareceu, após sair de sua residência com destino ao Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, onde trabalhava como assistente administrativa, mas não chegou ao local.
Horas depois, o veículo em que ela estava foi encontrado incendiado às margens da Rodovia ES-356, nas proximidades do Córrego das Araras.
De acordo com as investigações, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima durante o trajeto para o trabalho.
As apurações apontam que houve um erro na identificação do alvo, já que Angélica foi confundida com uma suposta rival dos autores.
Ao perceberem o equívoco, os envolvidos levaram o veículo até uma área rural e incendiaram o automóvel com a vítima ainda em seu interior.
A Operação Tolerância Zero já havia resultado na prisão dos demais envolvidos no crime, durante ação realizada no dia 24 de junho do ano passado. Com a prisão do último investigado, as investigações foram concluídas.
O elemento preso Djalma Vinícius Vicente, 22 anos. Outros dois suspeitos já haviam siso presos na Operação Tolerância Zero, em junho de 2025: Ronald Marroque Mendes, de 20 anos, e George Almir dos Santos Lourenço, de 23.
“Com a captura do último envolvido, encerramos as investigações e reiteramos o compromisso da Polícia Civil com a política de tolerância zero contra crimes violentos, assegurando aos criminosos o rigor da lei e a devida responsabilização penal”, disse o titular da DP de Jaguaré, delegado Erick Lopes Esteves.
Jaguaré enfrentou em 2025 uma onda de violência provocada por guerra de organizações ligadas ao tráfico de drogas. Com 31.500 habitantes, o município registrou 17 homicídios no ano, um aumento de 89% em relação ao ano anterior.(Da Redação com SESP)











