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Jovem de 18 anos está desaparecido no balneário de Guriri

Um jovem de 18 anos está desaparecido no balneário de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Yuri da Silva Araújo, natural...

Operação Escudo de Aço: simulado policial movimenta o centro de Barra de São Francisco e relembra maior assalto a banco da história do município

Barra de São Francisco viveu, na noite desta quarta-feira (22), momentos de atenção e curiosidade. Sirenes, viaturas, tiros simulados e explosões controladas chamaram a atenção de quem passava pela região central da cidade. A movimentação fazia parte da “Operação Escudo de Aço”, um treinamento realístico de combate a assaltos a bancos e crimes contra o patrimônio, realizado na Praça Arlindo Pinto da Costa.

A simulação, organizada pelo 11º Batalhão da Polícia Militar, reuniu equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e SAMU, em uma ação integrada para testar a capacidade de resposta a situações de alta complexidade. O exercício incluiu tiros e uso de bombas de efeito controlado, mas sem qualquer risco à população.

Segundo o comando da PM, o objetivo foi preparar as forças de segurança para lidar com situações semelhantes às praticadas na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”, marcada por ataques violentos a cidades do interior e instituições financeiras.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o Major Coimbra, chefe da Divisão Administrativa do 11º BPM, destacou a importância do treinamento. “As práticas criminosas evoluíram. É essencial que nossos policiais estejam prontos para reagir de forma rápida, eficiente e com segurança para a população”, afirmou.

Durante o simulado, parte das vias do centro foi isolada e houve grande movimentação de viaturas, o que despertou a curiosidade dos moradores. Mesmo com o aparato sonoro e visual, a operação ocorreu de forma controlada e sem incidentes.

Memória de um crime que marcou a cidade

A “Operação Escudo de Aço” também teve um componente simbólico. O treinamento fez referência ao assalto ao Banco do Brasil de Barra de São Francisco, ocorrido em 30 de abril de 1991, considerado o maior da história do município.

Naquele dia, criminosos invadiram a agência do banco, fizeram reféns e trocaram tiros com a polícia. Nove pessoas morreram, entre elas a jovem Luciene Matos Ferreira, o policial civil Brasilino Malaquias de Morais e o motorista de táxi Antônio Lopes Faustino, conhecido como Toninho Baú.

Os outros seis mortos eram integrantes da quadrilha, que também havia participado de outro assalto, em Pancas (ES), horas antes. O confronto terminou após perseguição e troca de tiros na tentativa de fuga dos criminosos.

A tragédia teve ampla repercussão. Em homenagem às vítimas, o então prefeito Enivaldo dos Anjos, mesmo que ocupa o cargo atualmente, criou o bairro Vila Luciene, nomeado em memória da jovem morta no assalto. O nome dela também batiza uma escola local. Já o policial Brasilino Malaquias foi homenageado com o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) no bairro Colina.

Mais de três décadas depois, a lembrança do episódio segue viva entre os moradores. O simulado desta quarta-feira, além de fortalecer o preparo das forças de segurança, também serviu como uma forma de honrar as vítimas e reafirmar o compromisso com a segurança da população.

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