spot_img
spot_img

― PUBLICIDADE ―

Influenciador Henrique Maderite é achado morto

O influenciador digital Henrique Maderite, de 50 anos, foi encontrado morto em um haras no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais,...

Fundos constitucionais impulsionam desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País

Os Fundos Constitucionais de Desenvolvimento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) desempenharam, em 2023, um importante papel no fomento ao desenvolvimento regional. Mais de R$ 65,4 bilhões foram investidos em operações de crédito, o que representa um crescimento de 21% em relação ao ano anterior, quando foram repassados cerca de R$ 54,2 bilhões. E o número de operações cresceu ainda mais: passou de 755,8 mil, em 2022, para 1,07 milhão no ano passado – um aumento de 42%.

“O MIDR atua em todo o País, mas o Nordeste, a Amazônia e o Brasil central são regiões prioritárias. Os fundos constitucionais são muito importantes no fomento às atividades produtivas e, consequentemente, na geração de emprego e renda”, destacou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. “Vamos estimular o desenvolvimento, com foco na redução das desigualdades entre as regiões e dentro delas, o que é um dos compromissos do presidente Lula”, ressaltou.

Para 2024, é estimada a aplicação de R$ 63,9 bilhões por meio de financiamentos dos Fundos Constitucionais, sendo R$ 14,9 bilhões pelo FNO, R$ 37,8 bilhões pelo FNE e R$ 11,2 bilhões pelo FCO.

Administrados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco), os Fundos Constitucionais foram criados para implementar a política de desenvolvimento regional e reduzir as desigualdades entre as diferentes regiões do País. As operações de crédito possibilitam, em condições atrativas, o financiamento de projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até custeio de gastos gerais relacionados à administração. Para o setor rural, as taxas de juros são as mais baixas de mercado e contemplam agricultores familiares por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Integração

Com foco em garantir a ampliação do microcrédito a pequenos agricultores e microempresários brasileiros, o MIDR propôs, em 2023, um projeto-piloto que irá integrar os três Fundos Constitucionais de Financiamento ao Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado (PNMO) e ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Com a medida, o Governo Federal pretende democratizar o acesso ao microcrédito, além de criar condições para a ampliação da base de instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, que poderão emprestar recursos de forma facilitada.

Segundo o secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, a medida atende determinação do presidente Lula de incluir os pequenos agricultores e microempresários no orçamento.

“O ministro Waldez Góes tem liderado o projeto-piloto com os fundos constitucionais, para que possamos descentralizar uma parte desses recursos para as entidades credenciadas no PNMO, reforçando a transversalidade do governo em ações importantes na agenda de sustentabilidade econômica e de inclusão social”, destacou.

A viabilização da medida se deu por meio da publicação da Portaria MIDR nº 3055, de 28 de setembro de 2023, que estabeleceu as diretrizes e normas para o repasse e desembolso de recursos dos Fundos Constitucionais para outras instituições, além dos bancos públicos, autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Renegociação de dívidas dos fundos

Outro marco para o ano de 2023 foi a ampliação dos prazos para renegociações de dívidas dos três Fundos Constitucionais. Mais de 500 mil operações de crédito podem ser contempladas com a renegociação. Aproximadamente 98% dos débitos são de até R$ 100 mil, ou seja, de pequenos devedores. Os acordos de renegociação extraordinária aplicam-se às operações de crédito cuja contratação original tenha ocorrido há, no mínimo, sete anos da data de sua solicitação.

Para aderir à renegociação, o cliente deve comparecer a agência do respectivo banco (BB, BNB ou BASA), preencher a proposta de adesão à renegociação ou substituição e fornecer os documentos necessários a análise do seu pedido. Os interessados devem procurar os bancos públicos operadores do crédito. O Banco do Brasil atende o Centro-Oeste, o Banco do Nordeste é o responsável na região Nordeste, enquanto o Banco da Amazônia opera na região Norte.

Os descontos podem chegar a até 90%, de acordo com o setor, o porte e a localização do empreendimento, e são concedidos na forma de rebate para liquidação ou de repactuação. Na repactuação, os empreendedores têm direito ao bônus de adimplência ou na amortização prévia de até 50%, também de acordo com o setor, o porte e a localização. Empreendimentos localizados no semiárido têm os maiores percentuais de descontos e bônus. Além disso, os encargos originalmente contratados podem ser substituídos pelos atualmente aplicados.

Aporte aos fundos

Com o objetivo de incrementar em cerca de US$ 500 milhões os recursos dos Fundos de Desenvolvimento Regional, o MIDR apresentou projeto de captação multilateral junto ao New Development Bank (NDB) para o financiamento de obras de infraestrutura no País. O objetivo é que esses recursos beneficiem o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) com 60% do montante, o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) com 20% e o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO) com também 20%.

Transnordestina

Atendendo a solicitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de, até o final da atual gestão, ter a maior parte possível das ferrovias em funcionamento, o MIDR, por meio da Sudene, liberou R$ 811,3 milhões, em recursos do FDNE, para a continuidade das obras da Transnordestina, que atenderá os estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. Incluída no Novo PAC, a ferrovia é considerada a principal obra estruturadora para o desenvolvimento do Nordeste do País. Os recursos já foram repassados pelo Banco do Nordeste à Transnordestina Logística (TLSA), empresa responsável pela construção e operação da ferrovia.

O projeto da Transnordestina prevê a construção de 1.282 km de trilhos, ligando o município de Eliseu Martins, no Piauí, até Porto de Pecém, no Ceará. O objetivo com a ferrovia é transformar a região em polo exportador de minério de ferro e conectar, por trilhos, o sertão e o mar.

A autorização para a liberação dos recursos é parte do esforço do Governo Federal para que a concessionária entregue a obra até 2026, de forma a evitar o desperdício de recursos públicos já empregados e de dar efetividade à política pública de transporte ferroviário, bem como à de desenvolvimento regional. O processo envolveu os Ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e dos Transportes, a Casa Civil da Presidência da República, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Banco do Nordeste, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

<\/a><\/a><\/a><\/a>

Foto: Divulgação/MIDRFoto: Divulgação/MIDR

spot_img
spot_img
spot_img