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ES: criança de 2 anos morre após ser atendida em unidade de saúde

Uma criança de 2 anos morreu em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, após ser levada três vezes à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas do bairro Vila Rica, na última segunda-feira (19). Segundo os pais de Thomas Oliveira Beling, houve negligência da equipe médica e demora nos procedimentos, além da falta de equipamentos, como cilindro de oxigênio.

A Prefeitura de Aracruz, em nota, disse que faz uma apuração rigorosa da ocorrência, “assegurando que todas as medidas necessárias serão adotadas com base em critérios técnicos, éticos e legais”.

Segundo Andreina Beling, mãe da criança e técnica de enfermagem, Thomas começou a passar mal na noite de domingo (18). Durante toda a madrugada, ele se mostrava irritado e com dores.

Na manhã de segunda-feira (19), os pais levaram a criança à UPA pela primeira vez. O relato é de que as atendentes agiram com “total descaso” já no início dos procedimentos, não indicando que se tratava de uma urgência.

No atendimento médico, foram solicitados exames de sangue e urina. A primeira coleta foi realizada na unidade, mas a segunda deveria ser feita pelos pais do menino, em casa. Segundo a família, a médica responsável apenas examinou Thomas superficialmente.

A segunda ida à UPA aconteceu no mesmo dia, horas depois, quando a criança voltou a passar mal e vomitar. Desta segunda vez, o médico fez uma análise física e receitou remédios para dor, vômito e febre. O diagnóstico foi de virose.

A piora de Thomas se deu à noite, por volta das 19h30. Ele já não conseguia sustentar o próprio corpo. Na UPA pela terceira vez, a família solicitou urgência no atendimento, mas o pedido foi negado.

Os pais disseram que os procedimentos burocráticos foram demorados e que quando o menino recebeu o atendimento médico, já estava com dificuldade para respirar e interagir. Segundo a mãe, ela implorou para que colocassem o filho no oxigênio, mas não havia cilindro na unidade.

Ao perceber a piora no quadro de saúde de Thomas, a equipe médica encaminhou a criança para a Fundação Hospital Maternidade São Camilo, na mesma cidade, sem realizar qualquer tentativa de reanimação.

Thomas chegou ao hospital já em parada cardiorrespiratória. Em nota, o Hospital São Camilo disse que “foram iniciados todos os procedimentos de atendimento e reanimação pela equipe médica de plantão, seguindo rigorosamente os protocolos assistenciais adotados pela instituição”.

“Apesar de todos os esforços empregados, infelizmente, a criança não resistiu e veio a óbito.”

A Prefeitura de Aracruz manifestou profundo pesar pela morte de Thomas e se solidarizou com a família. Segundo a gestão, “desde que tomou conhecimento do ocorrido, a Secretaria Municipal de Saúde adotou, de forma imediata e responsável, todas as providências necessárias para a apuração dos fatos.”

“Estão em andamento procedimentos internos de investigação, incluindo a instauração de Processo Administrativo e Disciplinar, com o objetivo de apurar, de maneira técnica, imparcial e rigorosa, eventuais responsabilidades.”

Além disso, a prefeitura informou que aguarda o resultado conclusivo da autópsia para definir a causa da morte. “Somente após a finalização dessa análise técnica será possível avaliar, com responsabilidade, transparência e respaldo legal, os encaminhamentos cabíveis.”

O caso também é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Aracruz e, por envolver menor de idade, seguirá sob sigilo.

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