A semana que marca a chegada da primavera também traz uma data dedicada à reflexão sobre a autoestima e a autonomia das mulheres. Celebrado em 21 de setembro, o Dia Florescer da Autoestima da Mulher foi criado pelo Associação Comercial de São Paulo (ACSP)” target=”_blank”>Associação Comercial de São Paulo (ACSP), à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)” target=”_blank”>Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB),
A discussão ganha dimensão diante dos dados sobre violência contra as mulheres no país. Pesquisa realizada pelos institutos Locomotiva” target=”_blank”>Locomotiva, com apoio da Uber, aponta que 54% das brasileiras que já tiveram relacionamento com homens afirmam ter sofrido pelo menos uma das formas de violência (física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial) previstas na Lei Maria da Penha. O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país, entre 22 e 30 de abril de 2026.
O estudo também identifica diferença entre o reconhecimento espontâneo da violência e o reconhecimento após a apresentação das diferentes formas de agressão. Quando questionadas de maneira geral, 34% das mulheres disseram ter sofrido violência praticada por parceiro ou ex-parceiro. O percentual chegou a 54% quando as situações previstas na Lei Maria da Penha foram apresentadas às entrevistadas.
Para Ana Cláudia Cotait, presidente do CMEC, o Florescer envolve discutir autonomia econômica e acesso à informação. Segundo ela, ter renda, trabalho, educação, acesso a crédito e conhecimento sobre direitos não elimina situações de violência, mas pode ampliar as possibilidades de escolha e facilitar a busca por ajuda e por mecanismos de proteção.
“O dia Florescer é um convite para lembrar que a autoestima vai muito além da aparência, é também ter autonomia informação e condições para escolher. Falar da autoestima também é falar de transformar vidas e mudar esse quadro. Quando uma mulher conhece o seu valor e tem condições para decidir, ela pode pedir ajuda e recomeçar. É isso que o Florescer representa para nós”, destacou a presidente.
Maioria da população e do eleitorado
A discussão sobre autonomia também ocorre em um país onde as mulheres são maioria na população e no eleitorado. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tinha cerca de 104,5 milhões de mulheres, que representavam 51,5% da população.










