Morreu nesta madrugada o ex-jogador de futebol Geovani Silva, ídolo capixaba revelado pela Desportiva e que marcou época no Vasco da Gama, no futebol europeu e na Seleção Brasileira.
Conhecido como “Pequeno Príncipe”, Geovani morreu na madrugada desta segunda-feira (18,05), aos 62 anos. A informação foi confirmada pelo filho à reportagem do Folha Vitória.

No ano de 2025, Geovani foi internado na UTI de um hospital em Vitória, no dia 27 de junho, após sofrer três paradas cardiorrespiratórias em seu apartamento, em Vila Velha.
O ex-craque revelado em Jardim América estava como vice-presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo e sofria de uma doença degenerativa. Geovani foi também deputado estadual no Espírito Santo, entre 2003 e 2006.
A morte de Geovani repercutiu rapidamente. O ex-governador Renato Casagrande se pronunciou nas redes sociais dizendo que Geovani elevou o nome do Espírito Santo e o governador Ricardo Ferraço decretou luto oficial de três dias.

O Vasco da Gama publicou em suas redes que, “mais do que um grande jogador, Geovani foi símbolo de paixão pelo futebol e inspiração para milhares de torcedores”.

Geovani foi profissionalizado pela Desportiva aos 16 anos e vendido ao Vasco. Fez parte do time que conquistou os estaduais de 1982, 87, 88, 92 e 93 em três passagens por São Januário.
O ex-meia, que ganhou o apelido de “Pequeno Príncipe, também vestiu a camisa da seleção brasileira.
O jogador capixaba conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos em 1988, em Seul, ao lado de outros ídolos como Bebeto e Romário. Foi campeão da Copa América pelo Brasil em 1989. Antes disso, atuou pelas categorias de base da seleção.
Geovani foi eleito o melhor jogador e foi o artilheiro do Campeonato Mundial Sub-20 de 1983, disputado no México. Ele também marcou o gol da vitória do Brasil por 1 a 0 sobre a Argentina na final do torneio.
Geovani também marcou o futebol do Espírito Santo, onde nasceu e vivia até seu falecimento. Ele foi formado pela Desportiva Ferroviária, e também defendeu outros times, como Serra, Rio Branco, Tupy e Vilavelhense – no qual encerrou a carreira, em 2002, quando entrou para a política.
Em experiências posteriores ao Vasco, atuou fora do Brasil. Primeiro, no Bologna, da Itália, depois por Karlsruher, da Alemanha, e Tigres, do México.

POLÊMICA
Na política, Geovani elegeu- se deputado estadual em 2002, com apoio da Igreja Maranata com 19.572 votos, mas teve uma passagem apagada pela Assembleia Legislativa, a não ser pelo episódio polêmico do início do mandato.
Geovani foi eleito presidente logo na estreia num movimento comandado pelo deputado José Carlos Gratz e foi deposto num movimento articulado pelo então governador Paulo Hartung com o Ministério Público.
Foi um momento crítico no Legislativo. Gratz e Hartung eram e são inimigos. O MP invadiu o plenário com força policial para depor Geovani Silva com ordem judicial. Na sequência, foi eleito Carlos Vereza (PT), alinhado com Hartung.
O episódio na política, onde não tinha vivência, manchou a imagem de Geovani, que perdeu o apoio da Maranata e não se reelegeu em 2006, ficando na terceira suplência do PSDB. Ainda fez várias tentativas de eleições em Vila Velha, para prefeito e vice, todas fracassadas.
Apesar do episódio ruim na política, Geovani sempre foi respeitado. O próprio mercado político assimilou a ideia de que, ingênuo, foi usado por velhas raposas políticas do Estado. Tanto que, entre 2005 e 2006, foi 2º vice-presidente na gestão de César Colnago e exerceu cargo comissionado mais tarde no próprio governo de Hartung.
O site da Assembleia Legislativa não apresenta qualquer proposição que tenha sido feita pelo deputado Geovani Silva durante seus quatro anos de mandato.











