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Prefeitura intensifica reparos em calçamentos nos bairros e distritos

A Prefeitura de Barra de São Francisco, por meio da Secretaria de Infraestrutura dos Bairros, tem realizado constantes reparos em calçamentos por diversos bairros...

Após justiça proibir greve dos professores, prefeitura emite nota sobre proposta salarial do magistério

A Prefeitura Municipal de Barra de São Francisco divulgou nota oficial por meio da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos para esclarecer a aplicação da Lei Municipal nº 1.654/2025, que fixa o Piso Salarial dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública Municipal, em conformidade com a legislação federal.

De acordo com o comunicado, o município assegura o pagamento integral do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), estabelecido pela Lei Federal nº 11.738/2008, atualmente fixado em R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais, com pagamento proporcional à carga horária contratual. A administração municipal reforça que nenhum profissional recebe abaixo do valor legalmente determinado.

Abono de R$ 650,00 e reajuste global de 9,5%
Além do piso nacional, os professores recebem um abono salarial de R$ 650,00 por meio da Lei Municipal nº 1.655/2025, classificado como “benefício complementar” que não integra a base de cálculo do piso. A prefeitura ressaltou que a retirada desse abono de outras categorias do magistério (Lei nº 013/2009) afetou 189 servidores. Além disso, destacou que, pelo segundo ano consecutivo, foi concedido um reajuste global de 9,5% na tabela salarial, considerando triênio e assiduidade.

Proposta do sindicato teria impacto mensal de R$ 985 mil
A nota detalha que o SINDIUPES (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo) apresentou uma proposta de reestruturação salarial com reajustes significativos. Segundo a prefeitura, a implantação geraria um impacto financeiro mensal de R$ 985.000,00, mesmo com a exclusão do abono de R$ 650,00. Foram citados exemplos específicos:

  • Professor com 25h semanais: passaria de R$ 3.799,65 para R$ 5.825,96 (+53,32%).
  • Aposentados: valor saltaria de R$ 6.272,40 para R$ 11.580,00 (+84,62%).
    Alguns casos chegariam a ultrapassar R$ 25.000,00 mensais, o que demandaria análise jurídica sobre conformidade com o teto constitucional do serviço público.

Limites do FUNDEB e impactos previdenciários
A administração municipal alertou para o alto comprometimento do orçamento:

  • Receita total do FUNDEB (até julho/2025): R$ 27.236.637,64.
  • Percentual aplicado em pessoal: 89,51% (R$ 24.381.461,60), acima do mínimo de 70% exigido por lei.
    A prefeitura afirmou que esse cenário limita a capacidade de absorver novos reajustes sem comprometer o equilíbrio fiscal. Além disso, a proposta impactaria o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), exigindo cálculo atuarial para garantir sustentabilidade, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Diálogo mantido com transparência
A administração reafirmou seu “compromisso com a valorização da educação”, mas destacou a necessidade de cautela diante das restrições orçamentárias. O diálogo com o sindicato permanece aberto, com transparência e “foco no interesse público”.

Sindiupes convoca manifestação

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) está mobilizando a categoria para ato e passeata em Barra de São Francisco neste sábado, 30 de agosto de 2025, com concentração às 7h, na Rua da Feira. Após a suspensão liminar da greve que estava prevista para começar na quinta-feira, 28 de agosto, o protesto no final de semana vai marcar o lançamento de uma nova tática, que busca chamar a atenção da sociedade para a triste realidade enfrentada pelos professores do município.

A categoria acatou a decisão judicial que suspendeu a greve. Agora, vamos às ruas buscar o apoio da população de Barra de São Francisco para a nossa causa. Afinal, a educação de qualidade, com professores valorizados, é um interesse de toda a sociedade”, destaca Rodrigo Agapito, diretor do Sindiupes na região.

A decisão da justiça estadual, a pedido da gestão municipal, considerou a greve ilegal, fixou multa diária de R$ 100 mil e autorizou desconto dos dias parados. O Sindiupes registra que respeita decisões judiciais e, ao mesmo tempo, reafirma que a medida não resolve o problema central, que é a valorização da carreira docente.

De acordo com a entidade, os professores municipais acumulam perdas salariais de 131%, com salários-base de R$ 1.314,78 (nível médio) e R$ 1.765,40 (graduação), quando o piso proporcional de 2025 deveria ser de R$ 3.042,35 para 25h semanais.

A Prefeitura alega cumprir a Lei Municipal nº 1.654/2025. Segundo o sindicato, o cumprimento ocorre por complementações salariais, o que desfigura a carreira e impede progressões.

O prefeito titular joga a responsabilidade para os antecessores, enquanto o prefeito em exercício joga para Enivaldo. Mas quem está sentado na cadeira de prefeito tem o dever legal e moral de garantir o cumprimento do piso e a valorização do magistério”, reforça Agapito.

Aiinda segundo o dirigente sindical, a posição da entidade é clara: “Não aceitaremos que se continue distorcendo a lei com complementações que achatam a carreira, eliminam a progressão e desrespeitam os profissionais da educação. Exigimos uma proposta de reposição das perdas históricas.”

O Sindicato responsabiliza Enivaldo dos Anjos (PSB), atualmente licenciado, e o prefeito em exercício Wanderson Melgaço (PSB), a quem cabe conduzir a administração durante a licença. Para o Sindiupes, a falta de diálogo efetivo e o recurso imediato à via judicial indicam que a gestão evita enfrentar o problema real da valorização do magistério.

A nova tática do Sindicato

“O Sindiupes vai seguir pressionando dentro e fora das escolas. Aulões em praças públicas e atos púbicos serão realizados para exigir que a lei seja cumprida integralmente. Não recuaremos na defesa da carreira e da dignidade dos professores de Barra de São Francisco”, enfatiza Rodrigo Agapito.

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