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Além das rugas: os impactos da meia-idade na saúde da pele

Com o envelhecimento, a pele tende a ficar mais fina, sensível e vulnerável a agressões externas   A chegada da meia-idade provoca transformações profundas na pele....

Além das rugas: os impactos da meia-idade na saúde da pele

Com o envelhecimento, a pele tende a ficar mais fina, sensível e vulnerável a agressões externas

 

A chegada da meia-idade provoca transformações profundas na pele. Essas mudanças vão muito além das rugas e das marcas de expressão. A partir dos 40 anos, há uma desaceleração natural da produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico, componentes fundamentais para manter firmeza, elasticidade e hidratação da cútis.

Com isso, a pele se torna mais fina, ressecada e vulnerável, reduzindo sua capacidade de proteção contra agressões externas. Essa fragilidade dérmica pode favorecer irritações e descamações, além de aumentar a sensibilidade e dificultar a cicatrização. Por isso, os cuidados com a pele na meia-idade também envolvem questões de saúde.

“Quando falamos de envelhecimento da pele, não estamos falando apenas de estética. É também sobre a preservação da função de proteção de um órgão fundamental para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da mulher ao longo dos anos”, explica a CEO e fundadora do Grupo Paula Chicralla, a médica dermatologista Paula Chicralla.

Alterações hormonais e o envelhecimento da pele

Nas mulheres, as alterações hormonais relacionadas ao climatério e à menopausa intensificam esse cenário. De acordo com pesquisa da Galderma, as principais mudanças relatadas por mulheres entre 45 e 60 anos incluem rugas e linhas de expressão, diminuição da firmeza e da elasticidade da pele, aumento do ressecamento e perda do viço.

Essas condições estão relacionadas à redução da produção de colágeno ao longo desse período. Pesquisas revelam que a perda pode chegar até 30% nos primeiros anos do climatério. Esse processo, por sua vez, ocorre devido à queda dos níveis de estrogênio, especialmente o estradiol, na perimenopausa e na menopausa.

“O estrogênio tem papel importante na estrutura da pele. Sua queda impacta diretamente a produção de colágeno, a espessura cutânea e a hidratação”, explica a coordenadora do Departamento de Geriatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Marcelle Nogueira. 

Trata-se de um processo biológico que vai além de rugas e flacidez, trazendo redução da capacidade funcional da pele e afetando sua integridade e imunidade. Com isso, lesões e processos inflamatórios podem se tornar mais frequentes. Em alguns casos, pequenos machucados podem demorar mais para cicatrizar, enquanto infecções oportunistas e dermatites surgem com maior facilidade.

Dermatologia regenerativa é aliada na saúde

Nesse contexto, a dermatologia regenerativa se consolida como uma aliada na saúde da mulher após os 40 anos. “Tecnologias e tratamentos como os bioestimuladores de colágeno, terapias celulares, fatores de crescimento e protocolos regenerativos modernos promovem uma melhora da qualidade da pele, aumentando a produção de colágeno”, afirma a dermatologista Paula Chicralla.

Na prática, isso fortalece a pele e ajuda a restaurar a capacidade funcional dos tecidos. O resultado é uma pele mais espessa, hidratada, resistente e preparada para enfrentar agressões externas. “O ganho estético é uma consequência positiva desse processo, mas o principal objetivo é devolver à pele características de saúde, funcionalidade e longevidade”, completa a médica.

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