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3ª edição de prêmio destaca cidades que reforçam mineração junto às comunidades

A 3ª edição do Prêmio Municípios Mineradores ocorreu dia 18 de maio no auditório do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília, iniciativa que reconhece municípios brasileiros com desempenho significativo em governança pública e no uso eficiente dos recursos oriundos da mineração. A cerimônia contou com a presença de prefeitos e representantes dos 16 municípios premiados. Idealizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) em parceria com a Agenda Pública e o Ministério de Minas e Energia (MME), o prêmio teve como tema, neste ano, “Minerando Futuros” e reforçou o papel da mineração como vetor de desenvolvimento econômico e social nos territórios. “O prêmio analisa de forma estruturada como os gestores municipais administram os recursos oriundos da mineração. Não basta apenas explorar: é preciso fazer da mineração fonte e ponte para que os cidadãos tenham acesso à educação, saúde, saneamento básico e demais serviços que garantam uma vida digna”, afirma Sergio Andrade, diretor-executivo da Agenda Pública. 

A abertura do evento teve a participação da Secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Ana Paula Bittencourt, que destacou o potencial da mineração no Brasil e sua relevância para a economia nacional. “O enfoque da mineração mudou. Passamos por um outro momento agora, após superarmos desafios”. Segundo o MME, as receitas do setor mineral superam anualmente R$ 250 bilhões, excluindo petróleo e gás. O evento ocorreu em paralelo à XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos, e em meio às discussões sobre a identificação e exploração de terras raras no Brasil. Para Pablo Cesário, diretor-presidente do IBRAM, o Prêmio Municípios Mineradores reforça a importância de ampliar investimentos e boas práticas no setor: “Os municípios mineradores têm papel decisivo para que o Brasil aproveite o novo ciclo de investimentos previsto para a mineração, especialmente em minerais críticos e estratégicos. Boa gestão pública, planejamento e uso responsável dos recursos ajudam a criar ambientes mais preparados para atrair investimentos, gerar empregos e ampliar oportunidades para a população”. 

Dentre as novidades da edição 2026, oito municípios foram reconhecidos como destaques nacionais nas oito categorias do prêmio: Alvorada de Minas (MG), na categoria saúde; Itaoca SP, na categoria educação; Vila Propício (GO), na categoria proteção social; São Gonçalo do Rio Abaixo (MG, na categoria meio ambiente; Paragominas (PA), na categoria gestão; Itatiaiucú (MG), na categoria finanças públicas; Sarzedo (MG), na categoria infraestrutura e Nova Lima (MG), na categoria desenvolvimento econômico. Além disso, cinco destaques regionais, um por região também tiveram seus esforços reconhecidos: Bandeirantes do Tocantins pela região Norte; Barrocas, da Bahia, pela região Nordeste; Alto Horizonte, pela região Centro-Oeste; São Gonçalo do Rio Abaixo, Minas Gerais, pela região Sudeste e Treviso, Santa Catarina, pela região Sul. Mais um destaque do prêmio foi a criação da Comunidade de Boas Práticas, iniciativa aberta a todos os municípios brasileiros, com o objetivo de fomentar a troca de experiências entre gestores públicos, promover encontros e fortalecer soluções voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Os interessados podem se cadastrar clicando aqui.

Nesta edição, os municípios premiados foram Alvorada de Minas (MG), Belo Vale (MG), Alto Horizonte (GO), Itaoca (SP), Barro Alto (GO), Vila Propício (GO), Pilar de Goiás (GO), Itabira (MG), Sarzedo (MG), Itatiaiuçu (MG), Nova Lima (MG), Paragominas (PA), Marabá (PA), Ouro Preto (MG), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) e Santa Bárbara (MG). A premiação considerou oito categorias: saúde, educação, proteção social, meio ambiente, finanças públicas, infraestrutura, desenvolvimento econômico e gestão. Também houve reconhecimento regional de boas práticas, com destaque para Bandeirantes do Tocantins (TO), Barrocas (BA), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), Treviso (SC) e Alto Horizonte (GO). A avaliação foi realizada por um corpo de jurados formado por especialistas em gestão pública, economia e desenvolvimento, vinculados à Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao Instituto Arapyaú e ao Ministério de Minas e Energia (MME). São elegíveis à premiação municípios com participação mínima de 5% da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) na receita total em pelo menos um ano entre 2018 e 2025. Foram selecionados três municípios destaques por dimensão, com base na média simples dos indicadores normalizados. 

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