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Cappitella celebra cultura italiana em Nova Venécia e atrai mais de 40 mil pessoas

  Chegou à 8ª Edição, a Festa da Cappitella, evento que homenageia a imigração italiana em Nova Venécia, no Noroeste do Estado, que aconteceu entre...

Cappitella celebra cultura italiana em Nova Venécia e atrai mais de 40 mil pessoas

 

Chegou à 8ª Edição, a Festa da Cappitella, evento que homenageia a imigração italiana em Nova Venécia, no Noroeste do Estado, que aconteceu entre os dias 27 a 30 de agosto. De acordo com a Associação da Festa da Cappitella (Afecapi), realizadora do evento, a programação atraiu mais de 40 mil pessoas entre os cinco dias do evento.

“É com muita alegria que, mais uma vez realizamos a Cappitella, evento que resgata a cultura italiana em Nova Venécia. O nome da festa, é uma junção de capelete e taiadela. Celebrar a cultura italiana é, acima de tudo, celebrar a história daqueles que chegaram a esta terra trazendo na bagagem sonhos, esperança, trabalho e a força de recomeçar. Que esta celebração seja sempre um encontro entre passado, presente e futuro, mantendo viva a memória dos imigrantes italianos e tudo aquilo que eles representam para a nossa cidade”, pontua a presidente da Afecapi, Carmem Pezzin.

Durante os dias de festa, o Município se transformou em um verdadeiro pedacinho da Itália, reunindo moradores e visitantes em uma celebração que valoriza as raízes dos imigrantes italianos, apresentando ao público uma programação marcada por cultura, gastronomia, música e tradição. Foram comerializadas cerca de 25 toneladas de alimentos, só de capelete, mais de mil quilos, já a taiadela, 700 quilos.

Realizada na praça Adélio Lubiana, no centro da cidade, a Cappitella contou com shows, incluindo o projeto nacional, Piano Rock, bandas estaduais, locais, grupos culturais e missa italiana. Teve também, passeios de barco no rio Cricaré, missa italiana, concurso de Rainha e Princesas da Cappitella e de Nonna, e o tão esperado Carrettino della Cappitella, que é desfile das famílias pelas ruas da cidade, que reuniu a participação de cerca de 3 mil pessoas, em 56 blocos, e três quilômetros de percurso.

Além da programação musical e cultural, o evento ofereceu estrutura coberta, praça de alimentação, vinhos e cervejas artesanais, gastronomia típica, promovendo uma verdadeira imersão na cultura italiana.

Evento celebrou as tradições dos imigrantes italianos, movimentou a economia local e reuniu famílias durante cinco dias de programação.

A Festa da Cappitella ganhou reconhecimento Oficial Patrimônio Cultural Imaterial do ES, através da Lei nº 12.824/2026).

Mais de 25 toneladas de alimentos

Foram produzidas mais de 25 toneladas de alimentos, sendo cerca de uma tonelada capeletti, e a mesma quantidade de taiadela, polenta, linguiça e molhos. Ainda, 600 kg de massa e 350 kg de recheio de peito de frango, com queijo parmesão, presunto, mais 1,5 mil ovos caipiras e dois mil litros de caldo de galinha.

Serenata Veneziana

Relembrando os tempos antigos e a trajetória que imigrantes italianos trouxeram através da música, a sexta-feira (28), foi noite da Serenata Veneziana, realizada pelas ruas da cidade, em um percurso de cerca de dois quilômetros.

Em coreto de madeira, puxado por um trator, a serenata foi realizada com a Concertina de Linhares e o Coral Italiano Augusto Zaché. Os dois grupos culturais foram acompanhados pela população e moradores que, aguardavam o cortejo em frente de suas casas. “Todos os anos damos vida a este momento fantástico e muito diferente para os dias atuais. Resgatar nossa cultura é valorizar as raízes, preservar as tradições e manter viva a história dos imigrantes que ajudaram a construir a comunidade”, relata a presidente do Coral, Laudir Zaché.

Uma casa construída durante o desfile

Um dos momentos mais esperados da festa italiana, é o Carretino Della Cappitella, que aconteceu no sábado (29), que é o desfile das famílias, pelas ruas da cidade. Entre os destaques do momento, a família Calvi, levou muita criatividade para as ruas, com um carro alegórico trazendo uma réplica de uma casa de estuque, sendo construída ali mesmo, no momento do desfile, e tudo, da mesma forma que os imigrantes fizeram ao chegar ao Espírito Santo. Com o tema, “Paredes que guardam histórias” três integrantes da família Calvi foram erguendo a casa. “Improvisamos as colunas da moradia com tábua de madeira de taipa e varão de eucalipto. Não usamos madeira bruta, para preservação do meio ambiente. Foram três dias de trabalho para deixarmos o projeto da casa quase pronto, já que o restante, fizemos durante o desfile”, explica Celso Calvi, um dos idealizadores do carro alegórico.

A Casa, com 2,80 de altura e 2,60 de largura, contou na construção das paredes, com barro amassado pelos pés de integrantes da família, durante o desfile. Em uma estrutura de madeira, sendo puxada por integrantes da família, o barro era amassado ali, e transportado até o carro alegórico, onde estava a estrutura da casa, através de uma paviola, que é uma maca para transportar materiais da construção civil. “Depois disso, era feito o barreamento na estrutura de madeira, sendo fechada a parede da casa, tudo ao vivo. Contamos um pouco da história dos nossos antepassados durante o percurso”, diz.

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