Os avanços da ciência no combate ao HIV nunca estiveram tão próximos de transformar o cenário da epidemia. Apesar disso, o mundo pode enfrentar um novo aumento nos casos da doença caso a redução dos investimentos internacionais em prevenção e tratamento continue. O alerta foi feito pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), durante a 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026), realizada no Rio de Janeiro.
No relatório especial “Unidas e Unidos para acabar com a AIDS”, divulgado durante o evento, o UNAIDS aponta que a combinação de cortes no financiamento internacional, redução dos serviços comunitários e dificuldades de acesso à prevenção ameaça reverter décadas de avanços no enfrentamento ao HIV.
De acordo com o documento, embora o número de novas infecções e de mortes relacionadas à AIDS esteja nos menores patamares dos últimos 30 anos, a resposta global à epidemia vive um momento de fragilidade.
A agência da ONU destaca que a interrupção ou redução de programas de prevenção, diagnóstico e tratamento pode comprometer o controle da doença, especialmente em países mais vulneráveis, onde organizações comunitárias desempenham papel essencial no atendimento à população.
O relatório também alerta que a meta global de eliminar a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 está em risco. Para que esse objetivo seja alcançado, o UNAIDS defende a retomada da cooperação internacional, o fortalecimento dos investimentos em saúde e a redução das desigualdades que dificultam o acesso aos serviços de prevenção e tratamento.
A conferência internacional, realizada no Brasil, reúne pesquisadores, profissionais de saúde, representantes de governos e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de combate ao HIV, além de apresentar os mais recentes avanços científicos na área. Segundo o UNAIDS, o momento exige que os países mantenham o compromisso com políticas públicas baseadas em evidências para evitar um retrocesso na luta contra a epidemia

Divulgação AHF










