O Tribunal do Júri condenou, nesta sexta-feira (3), Almando Vieira Batista Junior a 25 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato do dentista Edgleyson Abrão da Silva, de 28 anos. O crime ocorreu em novembro de 2023, no balneário de Guriri, em São Mateus.
O réu foi considerado culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo. A condenação foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo, por meio da Promotoria de Justiça Criminal de São Mateus.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPES, o homicídio foi qualificado por motivo fútil e por ter sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu na noite de 18 de novembro de 2023. A vítima e o réu retornavam de um bar em Guriri, utilizando o carro de Edgleyson, quando iniciou-se uma discussão.
Em depoimento, o próprio acusado afirmou que o desentendimento teve como motivação uma suposta paixão não correspondida da vítima por ele.
Ainda conforme a investigação, durante a discussão, Almando sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo na cabeça do dentista, que morreu dentro do veículo.
Após o assassinato, o condenado colocou o corpo da vítima no porta-malas do carro e dirigiu até uma área de restinga, onde abandonou o cadáver.
Na sequência, retornou com o veículo para outro local e ateou fogo no automóvel, numa tentativa de ocultar o crime e dificultar as investigações.
Além do homicídio, essas ações resultaram nas condenações pelos crimes de ocultação de cadáver e fraude processual. O réu também foi responsabilizado por porte ilegal de arma de fogo.











