Um jovem de 20 anos foi morto com um tiro na tarde deste domingo (31), no bairro Bela Vista, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O autor do disparo é um policial militar, que entregou a arma em um batalhão e foi preso em flagrante por homicídio. As informações são de Enzo Teixeira, da TV Gazeta.
Segundo testemunhas, o crime aconteceu após uma discussão envolvendo uma suposta foto do agente feita pela vítima. Em depoimento, o militar afirmou que Pedro se aproximou fazendo ameaças e dizendo integrar uma facção criminosa.
A vítima foi identificada como Pedro Henrique Novaes da Conceição e utilizava tornozeleira eletrônica. A Secretaria de Estado da Justiça foi procurada para detalhar informações sobre as passagens do jovem pelo sistema prisional, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.
Testemunhas relataram para a polícia que Pedro teria passado diversas vezes em frente à residência do policial, que não teve o nome divulgado, registrando imagens e encarando o agente.
Pedro, então, foi questionado pelo militar sobre uma suposta fotografia que teria sido feita dele. Após negar que estivesse registrando imagens, o jovem foi atingido por um tiro no peito.
Moradores disseram ainda que havia desavenças anteriores entre o policial e Pedro, além de existitrem supostas ameaças envolvendo os dois.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte do jovem ainda no local.
O local foi isolado para os trabalhos da perícia. O corpo de Pedro Henrique foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Colatina, onde passará por necropsia antes de ser liberado aos familiares.
O caso foi registrado na 15ª Delegacia Regional de Colatina. Segundo a Polícia Civil, o policial militar foi autuado em flagrante por homicídio simples e será encaminhado para o presídio militar, onde aguardará audiência de custódia. As circunstâncias do crime serão investigadas.
Em nota, a Polícia Militar informou que o policial se apresentou espontaneamente ao batalhão da cidade logo após o ocorrido, comunicou o caso à corporação e entregou a arma utilizada.
Em depoimento à polícia, o militar afirmou que Pedro se aproximou fazendo ameaças e dizendo integrar uma facção criminosa.
Segundo a versão apresentada pelo policial, o disparo foi efetuado após ele interpretar um movimento da vítima como uma possível tentativa de sacar uma arma.
As polícias Militar e Civil não responderam se alguma arma foi encontrada com a vítima.
A Polícia Militar informou ainda que todas as versões apresentadas serão analisadas durante a investigação e destacou que não há conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos até o esclarecimento completo dos fatos.
Familiares de Pedro estiveram no local, mas não quiseram falar sobre o crime. Vizinhos e conhecidos da vítima disseram ter ficado abalados com a morte. Uma moradora, que preferiu não ser identificada, afirmou que conhecia Pedro desde a infância.
“Morava perto, nós nos conhecíamos desde criança. Foram muitos anos juntos. Independente do que ele já fez de errado lá atrás, creio que a cadeia mudou ele. Ele sempre foi um menino responsa, nunca tratou a gente mal. Abalou todo mundo. Vai deixar saudade”, declarou.











