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Jovem é assassinado a tiros em Colatina; PM alega ter sido ameaçado e se entrega após o crime

Um jovem de 20 anos, identificado como Pedro Henrique Novaes da Conceição, foi assassinado a tiros na tarde deste domingo (31), no bairro Bela Vista, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O suspeito é um policial militar, que se entregou no batalhão da PM após o crime e alegou que matou Pedro após, na versão dele, a vítima o ameaçar e supostamente simular estar armado.

Segundo a versão enviada à Rede Notícia às 21h36, a Polícia Militar informou que foi acionada “para atender a uma ocorrência envolvendo disparo de arma de fogo”, e quando chegou no local encontrou o jovem caído no chão, tendo uma equipe do Samu/192 confirmado a morte no local. A perícia foi acionada e atuou no local.

De acordo com a PM, “as informações preliminares apontam que o disparo teria sido efetuado por um policial militar, que compareceu espontaneamente à sede do batalhão logo após o ocorrido, comunicou o fato à corporação e apresentou a arma utilizada”.

A PM diz que “relatos colhidos no local” indicam que “existiriam desavenças anteriores entre o policial e o homem que faleceu”, e que “testemunhas informaram que a vítima teria passado diversas vezes em frente à residência do militar, registrando imagens e o encarando. Também foram relatadas supostas ameaças pretéritas envolvendo as partes”.

Segundo a versão da PM, “em depoimento prestado à autoridade policial, o militar declarou que o homem se aproximou fazendo ameaças e afirmando integrar uma facção criminosa. Segundo sua versão, o disparo foi efetuado após interpretar um movimento da vítima como uma possível tentativa de sacar uma arma por detrás de suas costas”, informou a PM.

A PM disse que o policial foi conduzido à Delegacia Regional de Colatina, “onde o caso foi formalmente registrado e será objeto de investigação pelas autoridades competentes”.

A PM informou ainda que “as circunstâncias do ocorrido ainda estão sendo apuradas e que todas as versões apresentadas serão analisadas durante a investigação”, e que “em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência, não há, neste momento, qualquer conclusão definitiva acerca da responsabilidade criminal dos envolvidos, cabendo às autoridades responsáveis a completa elucidação dos fatos”, e que “novas informações poderão ser divulgadas à medida que o andamento das investigações permitir”.

Às 19h39, a Polícia Civil informou que a ocorrência estava “em andamento no plantão vigente da Delegacia Regional de Colatina”, e, por isso, não havia ainda informações sobre o procedimento que seria adotado pelo delegado da Central de Teleflagrante.

A Polícia Científica informou que o corpo da vítima foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) em Colatina para processo de necropsia e, depois, ser liberado para os familiares.

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