
O Espírito Santo realizou, nesta quarta-feira (13), a abertura oficial da safra 2026 do gengibre durante o Dia Especial da Cultura do Gengibre, em Santa Maria de Jetibá. O evento reuniu agricultores, técnicos, pesquisadores, autoridades e representantes do setor para apresentar tecnologias, práticas sustentáveis e perspectivas para uma das cadeias produtivas que mais crescem no agronegócio capixaba.
A programação aconteceu no Galpão Djalma Plaster, anexo à Igreja Luterana da Fé, na localidade de Caramuru, e contou com palestras técnicas, apresentação de novas variedades registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de conteúdos voltados ao controle biológico de pragas e doenças e à produção de bioinsumos nas propriedades rurais.
Durante o evento, foi anunciado investimento de R$ 1,2 milhão em quatro projetos estratégicos de pesquisa e extensão voltados ao fortalecimento da cultura do gengibre no Estado. As iniciativas terão como foco currículo de sustentabilidade, caracterização e seleção de genótipos para diferentes altitudes, nutrição em sistemas orgânicos e convencionais, além de sanidade vegetal e controle de doenças.
O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, destacou a importância dos investimentos para ampliar a competitividade do gengibre capixaba no mercado internacional.
“O gengibre é hoje uma das culturas mais estratégicas do agronegócio capixaba, com forte presença da agricultura familiar e grande relevância econômica para a região serrana. Esses investimentos em pesquisa e extensão vão fortalecer ainda mais a qualidade, a sustentabilidade e a capacidade de inovação da cadeia produtiva, preparando nossos produtores para atender mercados cada vez mais exigentes e ampliar a presença do gengibre capixaba no cenário internacional”, afirmou o secretário.
O diretor-técnico do Incaper, Antonio Elias Souza da Silva, ressaltou que os projetos vão aproximar ainda mais a pesquisa das demandas do campo.
“Esse investimento representa um passo estratégico para fortalecer toda a cadeia produtiva do gengibre no Espírito Santo. Os projetos unem pesquisa e extensão em áreas fundamentais para gerar conhecimento aplicado diretamente às necessidades do produtor. Além de ampliar a qualidade e a produtividade, essas iniciativas vão ajudar o setor a atender e até antecipar exigências do mercado internacional, especialmente em temas ligados à sustentabilidade e segurança fitossanitária. Com isso, o gengibre capixaba ganha ainda mais competitividade e capacidade de se consolidar nos mercados mais exigentes”, destacou.
Gengibre capixaba
Líder nacional na produção e exportação de gengibre, o Espírito Santo é responsável por cerca de 75% da produção brasileira e por 59% das exportações nacionais da raiz. Em 2025, o Estado produziu 83,7 mil toneladas de gengibre. As exportações alcançaram 28,5 mil toneladas, movimentando US$ 40,4 milhões.
O gengibre foi o quarto produto com maior valor gerado na pauta de exportações do agronegócio capixaba no último ano. Os municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Domingos Martins concentram cerca de 95% da produção estadual.
O evento foi realizado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), pela Prefeitura de Santa Maria de Jetibá e pelo Sicoob, com apoio da Prefeitura de Santa Leopoldina.










