
O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) realizou, na quinta-feira (05) e na sexta-feira (06), uma nova etapa de monitoramento geotécnico no Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça, em Alegre. A ação integra o conjunto de iniciativas do órgão para acompanhar as condições das formações rochosas do atrativo e ocorre em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pelo projeto de pesquisa “Avaliação preliminar da favorabilidade à queda de blocos no Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça, Alegre/ES”, da professora Jenesca Florêncio Vicente de Lima.
Durante a atividade, técnicos efetuaram voos com drone nos lados norte e sul do vale onde está inserida a unidade de conservação. Os equipamentos foram utilizados para a obtenção de imagens de alta resolução, geração de modelo digital de elevação do terreno e levantamento por meio da tecnologia LIDAR (Light Detection and Ranging), que permite mapear com precisão fissuras, inclinações e possíveis pontos de instabilidade.
O objetivo principal do trabalho é verificar riscos associados ao deslocamento de blocos rochosos e identificar alterações na estrutura do paredão ao longo do tempo.
O emprego de drones representa um dos importantes usos dessa tecnologia pelo Iema, permitindo o monitoramento de áreas de difícil acesso com mais agilidade e precisão, além de reduzir a exposição das equipes a situações de risco.
“Esse monitoramento com drones e tecnologia LIDAR é fundamental para que possamos conhecer com precisão o comportamento das rochas da Cachoeira da Fumaça. Nosso objetivo é garantir que o uso público aconteça com segurança, especialmente na área onde o banho é permitido. A partir dessas informações técnicas, o Iema consegue avaliar possíveis riscos de deslocamento de blocos e adotar, quando necessário, medidas preventivas para proteger visitantes e trabalhadores do parque.”, explicou Leoni Contaifer, gestor do Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça.










