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Barra de São Francisco inicia 2026 com orçamento aprovado e foco em investimentos e novos projetos

  O município de Barra de São Francisco abriu o ano de 2026 com o orçamento municipal definido, reforçando o planejamento financeiro e a organização...

Operação da Polícia Federal em Barra de São Francisco ganha destaque no G1

 

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (10), a Operação Héstia, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada no contrabando de migrantes para os Estados Unidos e lavagem de dinheiro. Um homem foi preso em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo, acusado de atuar como coiote. Segundo a PF, ele estava foragido e é apontado como violento na cobrança de dívidas relacionadas ao esquema.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso aliciou 406 pessoas, em sua maioria do Norte do Espírito Santo e Nordeste de Minas Gerais, prometendo uma rota “segura” para os EUA. O esquema movimentou R$ 12.763.992,13, por meio de pagamentos em espécie, cheques e operações de câmbio.

A ação contou com o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Paraíba, além da mobilização de 44 policiais federais.

Esquema de fachada e violência

Segundo a PF, os criminosos utilizavam empresas de turismo de fachada e uma rede de intermediários para operacionalizar a migração ilegal. Três agências principais foram identificadas: uma em João Pessoa (PB), outra em Barra de São Francisco (ES) e a terceira em Central de Minas (MG).

As vítimas, em sua maioria pessoas humildes, chegaram a entregar carros, motos e imóveis para custear a travessia. A rota incluía passagens por diversos países até chegar ao México, onde era feita a travessia clandestina da fronteira. Muitas vezes, os migrantes eram submetidos a riscos extremos e violência.

Após a chegada aos Estados Unidos, os envolvidos eram obrigados a pagar parcelas abusivas, muitas vezes com trabalho precário. Já os que não conseguiam concluir a travessia ou eram deportados sofriam ameaças e agressões como forma de pressão para quitar as dívidas.

Crimes e penas

Os investigados vão responder pelos crimes de contrabando de migrantes (Art. 232-A do CP), associação criminosa (Art. 288 do CP) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/98). Somadas, as penas podem ultrapassar 23 anos de prisão.

Operação da Polícia Federal em Barra de São Francisco ganha destaque no G1

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