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Economia capixaba cresce 6 vezes mais do que a média nacional

O Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Estado, cresceu 2,3% no segundo trimestre de 2025, em comparação ao primeiro trimestre, atingindo um valor etimado de R$ 59,5 bilhões. Esse índice é praticamente seis vezes maior do que a média nacional de 0,4%.

O governador Renarto Casagrande (PSB) comemorou o desempenho. “Isso demonstra que o Espírito Santo segue gerando oportunidades, empregos e desenvolvimento para os capixabas”, publicou nas redes sociais o governador, que num evento no ano passado na Federação das Indústrias disse que seu governo é o que cria um ambiente mais propício para negócios empresariais. E brincou: “E vejam que vocês estão ouvindo isso de um governador socialista!”

Contribuíram para esse resultado principalmente a indústria, com 5,2%, o setor de serviços, com 0,6%, movimento esse contrabalanceado pela queda na agropecuária (-3,8%).

Já no acumulado do ano, de janeiro a junho de 2025, o crescimento foi de 2,4%, influenciado, principalmente, por 2,8% do setor de serviços, 1,9% da indústria e 0,5% da agropecuária. O valor acumulado nos últimos 12 meses é de R$ 215,1 bilhões.

A colaboração da indústria, de acordo com o diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira,  foi influenciada pelo crescimento da produção da Samarco, da metalurgia e da celulose. Quanto à influência do turismo no setor de serviços, o diretor-geral do IJSN disse que não é possível fazer essa relação no curto espaço de tempo, embora os dados mostram uma melhora na movimentação turística no Estado.

O resultado negativo da agropecuária deve-se, conforme estudo do IJSN, às demissões ocorridas após a colheita do café conilon, principal produto da agricultura capixaba.

TARIFAÇO

Para o terceiro trimestre, de julho a setembro, mantém-se a expectativa de crescimento da economia do Espírito Santo, apesar do impacto do aumento de tarifa imposto pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros que entram no país norte-americano.

“Com o cenário que a gente tem hoje, se nenhum fator atípico acontecer, com as variáveis que temos, a gente prevê um crescimento do PIB do Estado. Então, se nada for alterado, devemos seguir nessa tendência de crescimento da economia”, conclui Pablo Lira.

CAFÉ DESCAFEINADO

E o Espírito Santo não para de receber novos investimentos. Segundo maior produtor de café do Brasil e destaque nas exportações do grão, o Espírito Santo ganha mais uma indústria de processamento de café.

Nesta quinta-feira (04), a DM Descafeinadores do Brasil inaugurou uma unidade fabril em Sooretama, município localizado na microrregião Rio Doce. A solenidade teve a presença do vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, além de autoridades, executivos da empresa e lideranças da região.

Com R$ 150 milhões de investimento, a fábrica possui 9.526 metros quadrados de área construída, organizada em seis pavimentos industriais. Ao todo, serão gerados 130 empregos diretos. De origem internacional, a DM do Brasil pertence à EISA Empresa Interagrícola, parte da multinacional suíça ECOM Agroindustrial, e a Descamex, do México.

“Visitamos as obras dessa fábrica no ano passado, oportunidade em que conhecemos a estrutura e o planejamento operacional da empresa. Hoje, a DM inicia a operação desta bela unidade. Um investimento robusto que amplia a participação do nosso Estado no setor industrial do café. Uma empresa que vai comprar e processar café aqui no Espírito Santo para comercializar um produto com maior valor agregado, proporcionando melhor remuneração e geração de mais postos de trabalho”, afirmou o vice-governador.

CONFIANÇA NO ESTADO

Ricardo Ferraço destaca ainda que a escolha da DM reflete a confiança no Espírito Santo. “O Estado já é um grande produtor de café e vai se tornar um polo de processamento. Quando uma empresa com origem internacional escolhe investir aqui, isso não é por acaso. Temos que comemorar o desenvolvimento e esse momento de prosperidade que vivemos no Espírito Santo.”

A empresa projeta adquirir 250 mil sacas de café por ano de cafeicultores capixabas para produzir 200 mil sacas de 60 quilos de café descafeinado e comercializar a cafeína in natura, que é retirada durante o processo, para indústrias de alimentação, cosméticos, farmacêutica, entre outras.

Cerca de 80% da produção de café descafeinado será destinada ao mercado internacional. Já a produção para o mercado nacional deve atender marcas, como Nespresso e Três Corações.

“A DM Descafeinadores do Brasil é uma fábrica de ponta que traz inovação e desenvolvimento ao nosso Estado. Ela vai produzir café para os capixabas, para o Brasil e para o mundo. Este é o Espírito Santo: um lugar que une tradição e tecnologia, fortalece a cafeicultura, gera empregos, agrega valor ao produto local e abre novos mercados” , ressaltou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.

O diretor da DM Descafeinadores do Brasil, Carlos Santana, também comentou sobre o investimento.

“Temos um processo inovador e pioneiro de descafeinização totalmente natural. A vocação logística do Espírito Santo é indiscutível. Daqui conseguimos atender todo o território nacional. Estamos no centro da maior concentração de coffea canephora do ocidente, que é fundamental para a indústria do solúvel. Aproveito para fazer mais um agradecimento e parabenizar o Governo do Estado. No Espírito Santo, encontramos não apenas gestores públicos, mas verdadeiros guerreiros em busca de investimentos”, ressaltou.

 

Economia do ES cresce seis vezes mais do que a média nacional
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