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Bisavó de menina de 6 anos morta em ataque de facção pede fim de mortes

Por Felipe Sena, g1 ES e g1 BA

Parentes e amigos se despediram de Alice Rodrigues, de 6 anos, na cidade de Teixeira de Freitas, na Bahia, nesta terça-feira (26). A menina foi morta a tiros no último domingo (24) durante um ataque de traficantes em Balneário Carapebus, na Serra, Grande Vitória. O corpo da criança foi sepultado no início da tarde.

Emocionada, a bisavó de Alice, Antônia Santos de Jesus, de 77 anos, lembrou da bisneta e pediu por justiça.

“Ela era minha vida, minha princesa. Todo mundo amava ela. Era uma menina sabida, esperta, querida de todos. Eu só peço justiça. Não deixem esses bandidos continuarem tirando vidas inocentes”, disse Antônia.

Alice morava há três anos no Espírito Santo com os pais. No domingo, o passeio à praia terminou em tragédia quando o carro da família foi confundido com o de rivais por criminosos armados.

O veículo foi atingido por diversos disparos. Alice foi baleada na cabeça, o pai ferido de raspão e a mãe, grávida de oito meses, sofreu cortes causados pelos estilhaços.

A tia da menina, Marlene José Gil, também fez um apelo revoltada com a morte da sobrinha.

“Foi uma tarde de terror. Eles voltavam para casa quando começaram os tiros. A gente quer justiça, quer proteção para as famílias. Quantas Alices vão ter que morrer para o país acordar?”, disse Marlene.

A prima de Alice, Jéssica Gil, atualizou a situação da mãe da menina de 6 anos, que está grávida de 8 meses. Segundo ela, a mulher segue em observação.

“Ela está sendo monitorada, com acompanhamento para garantir a saúde dela e do bebê. Mas a dor é imensa. Estamos todos destruídos”, disse.

Alice Rodrigues, de 6 anos, estava dentro do carro com a família no bairro Carapebus, na Serra, na Grande Vitória, na tarde deste domingo (24). Segundo a polícia, o veículo foi atingido por engano, durante um ataque a tiros entre facções criminosas. O pai da criança e a mãe, grávida de 8 meses, foram feridos de raspão.

O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, Leonardo Damasceno, informou na segunda-feira (25) que seis suspeitos foram presos.

Menina de 6 anos, Alice Rodrigues, foi morta a tiros após carro da família ser confundido com de criminosos na Serra, Espírito Santo — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Segundo o secretário de segurança, o carro da família, um veículo prata escuro, foi atingido várias vezes durante o ataque entre duas facções criminosas que atuam no município, o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e Terceiro Comando Puro (TCP).

“Nós tivemos um ataque do PCV contra integrantes do TCP. Nós identificamos que tinha um olheiro, procurando um carro que seria usado por traficantes do TCP e o olheiro identificou errado o carro da família”, explicou o secretário.

O ataque que matou a menina de seis anos foi o segundo do final de semana. “Esses ataques começaram no sábado. Tivemos um na Lagoa de Carapebus, seguido de um ataque em Balneário de Carapebus, e no domingo o PCV tentou atacar integrantes da outra facção e isso vitimou a inocente criança de seis anos”, completou Damasceno.

Após operações na região, seis pessoas foram presas suspeitas de participação na morte da menina. A identidade de cada um deles ainda não foi divulgada pela polícia. Entre os detidos, estão: dois mandantes, a esposa de um deles, que é advogada, um dos atiradores, um olheiro, e uma pessoa responsável pela fuga.

A família estava em um Pegeout cinza escuro e voltava da praia quando aconteceu o ataque dos criminosos, que estavam em um Fiat Argo branco.

Mesmo ferido, o pai dirigiu até o Hospital Municipal Materno Infantil (HMMI) da Serra para socorrer a menina, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.

A polícia esteve no hospital e ouviu os pais da criança. Não há informações sobre o estado de saúde dos pais.

Após o ataque, os criminosos fugiram em direção ao bairro Novo Horizonte e abandonaram o veículo no meio da rua principal. Nos vidros e na lataria, foi possível contar a marca de 12 tiros disparados de dentro do carro.

Dentro dele, os policiais encontraram cápsulas de bala e uma touca-ninja roxa. A perícia da Polícia Científica encontrou cápsulas de munição de vários calibres e uma granada de fabricação caseira.

A área foi isolada pela Polícia Militar, que chamou o Esquadrão Antibombas da Companhia de Operações Especiais. Moradores relataram a presença de um explosivo caseiro perto do carro abandonado pelos suspeitos.

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