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Sesa realiza I Simpósio de Vigilância Epidemiológica Hospitalar de Tuberculose

Nessa terça-feira (04), a Secretaria da Saúde (Sesa), em parceria com a Vigilância Epidemiológica da Tuberculose, e a Vigilância Hospitalar, realizou o I Simpósio de Vigilância Epidemiológica Hospitalar de Tuberculose. O evento aconteceu no auditório da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), em Vitória, e teve como objetivo capacitar os profissionais de saúde na vigilância epidemiológica, laboratorial, manejo clínico, assistência farmacêutica e controle de infecção pelo Mycobacterium tuberculosis (TB) nos ambientes hospitalares, visando a uma melhor condução clínica dos pacientes suspeitos de tuberculose.

O simpósio foi voltado especialmente para a vigilância hospitalar da tuberculose, abrangendo os hospitais do Espírito Santo e as referências municipais da doença. A realização do evento foi motivada pela recente mudança de pessoal técnico nos núcleos de vigilância epidemiológica hospitalar e pelo aumento expressivo de casos de tuberculose hospitalizados.

Na abertura do simpósio, o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, discursou sobre o trabalho da vigilância, desenvolvido em parceria com a Atenção Primária a Saúde (APS), no manejo da tuberculose, destacando a incumbência da vigilância.

“É o papel da vigilância trabalhar na prevenção da tuberculose, na identificação e busca por números e informações sobre a doença, acompanhando a Atenção Primária à Saúde (APS), com a execução das ações nos municípios, com foco de fortalecer a vigilância hospitalar alinhando ao serviço na APS em todo o processo de início, desde a identificação precoce dos casos ao diagnóstico em tempo oportuno, e a realização do acompanhamento dos pacientes, além da investigação de contatos”, destacou Orlei Cardoso.

Segundo a enfermeira e coordenadora do Programa de Tuberculose do Espírito Santo, da Secretaria da Saúde (Sesa), Ana Paula Rodrigues Costa, a iniciativa da realização do Simpósio reflete o compromisso da Secretaria da Saúde e dos órgãos envolvidos em melhorar a resposta à tuberculose nos hospitais, fortalecendo a capacitação dos profissionais de saúde e aprimorando as estratégias de vigilância e controle da doença.

“Com o aumento de casos hospitalizados, é fundamental que os profissionais estejam bem preparados para lidar com a tuberculose, garantindo um atendimento de qualidade e a implementação de medidas eficazes para controlar a infecção”, salientou a coordenadora Ana Paula Rodrigues Costa.

Também estiveram presentes no evento a coordenadora da Vigilância Epidemiológica Hospitalar no Espírito Santo, Aline Corbellari Zamprogno; a médica infectologista da referência Estadual para o Controle da Tuberculose, Melissa Fonseca Andrade; a enfermeira do Ambulatório de Referência Estadual em Tuberculose do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), Geisa Fregona Carlesso; e as representantes do Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES), Fabíola Karla Corrêa Ribeiro e Isabella Segatto.

Além das palestras e aulas apresentadas, o simpósio também contou com mesa-redonda com os temas: “importância da vigilância da tuberculose no ambiente hospitalar e as peculiaridades da doença nesse contexto”. Outros tópicos incluíram o gerenciamento de pacientes e casos especiais de tuberculose, o ambulatório de Referência Estadual em Tuberculose do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), o papel do Gerenciador de Ambiente Hospitalar (GAL) e a função do Lacen/ES, no diagnóstico laboratorial da tuberculose.

A tuberculose

É uma doença de transmissão aérea que se instala a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), que lançam no ar partículas em forma de aerossóis contendo bacilos. Um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar no período de um ano, em média, de 10 a 15 pessoas.

Entre os sintomas pode-se observar tosse há mais de três semanas, febre no fim do dia, suor noturno, falta de apetite, perda de peso, cansaço e dor no peito. A porta de entrada para o diagnóstico e o trato da tuberculose é na Atenção Primária à Saúde, e o cidadão pode se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima a sua moradia para a realização dos primeiro atendimento e direcionamento ao tratamento, de acordo com a peculiaridade de cada caso.

Dados de Tuberculose no Espírito Santo

Segundo dados do Sistema de notificação e-SUS Vigilância em Saúde (e-SUS VS), o Espírito Santo registrou, em 2022, 1.637 novos casos de tuberculose no Estado. Em 2023, foram registrados 1.863 novos casos. Já em 2024, de janeiro a maio, com dados preliminares, foram 744 novos casos registrados no Espírito Santo.

Internações no Espírito Santo por Tuberculose

Segundo dados do Sistema de notificação e-SUS Vigilância em Saúde (e-SUS VS), em 2022, o Espírito Santo registrou 320 novos casos de pessoas hospitalizadas por tuberculose no Estado. Em 2023, foram registradas 366 novas internações. Já em 2024, de janeiro a março, com dados preliminares, foram 82 novas internações registradas por tuberculose no Estado.

O Simpósio também contou com a presença de representantes da rede hospitalar estadual, hospitais filantrópicos, hospitais privados, representantes do laboratório Lacen/ES, laboratório de Vila Velha e servidores da vigilância estadual e municipal.