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Placas de sinalização de rota de fuga: o que diz a norma?

Foto: Freepik

As placas de sinalização de rota de fuga são itens obrigatórios em praticamente qualquer tipo de edificação, sejam prédios comerciais, escolas, hospitais, condomínios ou indústrias. Elas têm o papel de orientar as pessoas sobre o caminho mais seguro para evacuar o local em caso de incêndio, pânico ou qualquer emergência. Apesar de parecer um detalhe simples, existe uma norma específica que define exatamente como essas placas devem ser feitas e instaladas.

Entender o que diz a norma é essencial para evitar multas, garantir o alvará do Corpo de Bombeiros e, principalmente, proteger vidas. A seguir, você vai descobrir tudo o que precisa saber sobre as regras, cores, tamanhos, materiais e locais de instalação dessas sinalizações.

O que são as placas de rota de fuga e qual sua função

As placas de rota de fuga fazem parte do sistema de sinalização de segurança contra incêndio e pânico. Elas indicam o trajeto que deve ser seguido até as saídas de emergência e ajudam a evitar confusão em situações críticas.

Essas placas cumprem funções como:

  • Mostrar o caminho que leva à saída mais próxima.
  • Indicar mudanças de direção, obstáculos e áreas seguras.
  • Ajudar a guiar pessoas em ambientes com pouca iluminação ou fumaça.
  • Garantir que o fluxo de evacuação seja rápido e organizado.

Em uma emergência, as pessoas podem ficar desorientadas. A sinalização correta reduz o risco de pânico e salva tempo — e tempo é essencial quando há fogo, fumaça ou risco estrutural.

O que a norma diz sobre as placas de rota de fuga

A principal referência técnica é a norma da ABNT NBR 13434, que define os critérios de sinalização de segurança. Ela se divide em três partes e trata de elementos como símbolos, dimensões, materiais e posicionamento. Também existem instruções específicas dos Corpos de Bombeiros de cada estado, que complementam a norma com detalhes práticos.

De forma resumida, a norma define que:

  • As placas devem ter fundo verde com símbolos ou setas na cor branca.
  • A forma pode ser retangular ou quadrada, dependendo da mensagem e do espaço disponível.
  • A simbologia deve ser padronizada, com o desenho universal de “saída” ou “seta de direção”.
  • Devem ser fotoluminescentes, ou seja, continuar visíveis mesmo sem iluminação elétrica.
  • O material precisa ser resistente ao fogo e não liberar gases tóxicos.
  • As dimensões devem ser proporcionais à distância de leitura, para que a informação seja visível mesmo à distância.

A norma ainda prevê que essas sinalizações façam parte de um sistema completo, junto com iluminação de emergência, alarmes e extintores, formando um conjunto de segurança integrado.

Altura e posicionamento das placas

A instalação correta é um dos pontos mais importantes. Não basta ter a placa — ela precisa estar no lugar certo para ser realmente útil.

Veja as principais exigências de posicionamento:

  • A altura recomendada da base da placa é em torno de 1,80 m a partir do piso acabado, o que garante boa visibilidade.
  • As placas devem ser colocadas de forma que, de qualquer ponto da rota, pelo menos uma esteja visível.
  • Em locais com curvas, escadas ou mudanças de direção, deve haver placas complementares com setas indicativas.
  • A distância máxima entre uma placa e outra costuma ser de 10 a 15 metros, variando conforme o tamanho e o ambiente.
  • Em escadas, a sinalização deve estar tanto na parede quanto no piso, indicando o sentido da fuga.
  • Portas de saída de emergência devem ter a placa logo acima da abertura, centralizada.

Esses detalhes garantem que, mesmo em meio à fumaça ou pouca iluminação, as pessoas consigam seguir o caminho correto.

Cores e símbolos padronizados

As cores e símbolos também são definidos pela norma. Isso garante que qualquer pessoa, mesmo sem ler o texto, entenda a mensagem instantaneamente.

  • Cor de fundo: verde, que simboliza segurança e orientação.
  • Símbolo: branco, para contraste e fácil identificação.
  • Forma: quadrada ou retangular, dependendo do espaço disponível.
  • Texto adicional: permitido apenas quando necessário, como “Saída” ou “Emergência”.

Além disso, a seta de direção é obrigatória quando a saída não está visível diretamente. Isso evita confusão em corredores longos ou locais com várias portas.

Materiais permitidos e resistência

As placas devem ser fabricadas com materiais fotoluminescentes — ou seja, que absorvem a luz ambiente e continuam emitindo claridade quando a iluminação é interrompida.

Esse tipo de material garante que, mesmo em um apagão, as setas e símbolos continuem visíveis por um tempo suficiente para orientar a saída das pessoas.

Outros requisitos incluem:

  • Resistência ao calor e à chama.
  • Não liberar gases tóxicos ou fumaça densa.
  • Ser durável e de fácil limpeza.
  • Ter boa aderência à parede ou suporte.

Essas características são importantes principalmente em locais de grande circulação, onde o desgaste é maior.

Manutenção e inspeção

A sinalização de rota de fuga não pode ser esquecida após a instalação. A norma exige manutenção periódica, que inclui:

  • Verificação da visibilidade das placas.
  • Limpeza para evitar o acúmulo de poeira ou sujeira.
  • Substituição de placas danificadas ou com desgaste da fotoluminescência.
  • Revisão do posicionamento, caso o layout do ambiente tenha mudado.

O ideal é que a verificação seja feita a cada seis meses ou sempre que houver reforma, pintura ou mudança de iluminação.

Responsabilidade legal

Manter as placas de rota de fuga em conformidade com a norma não é apenas uma boa prática, é uma obrigação legal.

Durante vistorias, o Corpo de Bombeiros pode reprovar o Auto de Vistoria (AVCB) se a sinalização estiver incorreta. Isso pode impedir o funcionamento de estabelecimentos e gerar multas.

Além disso, em caso de acidente, o responsável pela edificação pode responder judicialmente se ficar comprovado que a sinalização estava inadequada.

Conclusão

As placas de sinalização para rotas de fuga são um dos elementos mais importantes da segurança contra incêndio e pânico. Elas orientam o público, evitam desorganização e podem literalmente salvar vidas em momentos de desespero.

Cumprir as normas não deve ser visto como um peso, mas como um investimento em segurança. Instalar placas de boa qualidade, mantê-las em bom estado e garantir visibilidade são passos simples que fazem toda a diferença.

Em resumo, sinalizar corretamente a rota de fuga é proteger pessoas, patrimônio e garantir a tranquilidade de que, se algo acontecer, todos saberão para onde ir com segurança.

 

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