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ES: acidente entre moto e caminhão deixa duas pessoas mortas na BR-101

Duas pessoas morreram em um grave acidente na BR-101, em Linhares, no Norte do Espírito Santo, na noite de sexta-feira (20). Um moto bateu...

Operação contra esquema bilionário do PCC em postos de combustíveis tem alvos no ES

 

Uma megaoperação nacional contra fraudes no setor de combustíveis mobilizou nesta quinta-feira (28) forças policiais e ministeriais em oito Estados, incluindo o Espírito Santo. Batizada de Operação Carbono Oculto, a ação é voltada a desarticular um esquema bilionário ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), cerca de 1.400 agentes cumprem mandados de prisão, busca e apreensão em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

As apurações revelam a participação de mais de 350 pessoas físicas e jurídicas em práticas como adulteração de combustíveis, fraude fiscal, estelionato, crimes ambientais e lavagem de dinheiro. O esquema teria causado um rombo de R$ 7,6 bilhões em tributos sonegados.

Um dos eixos da fraude envolvia a importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá, no Paraná. O produto, inflamável e tóxico, era desviado para distribuidoras e transportadoras associadas ao grupo criminoso, com uso de documentos falsos e sem qualquer medida de segurança. “Vale destacar, ainda, que proprietários de postos de gasolina, que venderam seus estabelecimentos comerciais, não receberam os valores da transação e foram ameaçados de morte caso fizessem qualquer tipo de cobrança”, informou o MP-SP.

A investigação também aponta o uso de fintechs para movimentação dos recursos ilícitos. “As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados”, destacou o MP-SP. O dinheiro teria sido reinvestido em usinas de cana-de-açúcar, distribuidoras, transportadoras e postos de combustíveis, ampliando a rede criminosa.

Além da esfera criminal, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) informou que adotará medidas judiciais para bloquear R$ 7,67 bilhões em bens, valor equivalente ao montante de impostos que deixou de ser pago.

 

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