Uma criança de 11 anos morreu após se afogar no sábado (12), em uma piscina no parque aquático Guriri Beach, no litoral de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Esta é a segunda morte registrada no local em 2026.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada “para atender uma ocorrência de afogamento” às 17h30. “A equipe foi informada pelo solicitante que uma criança havia se afogado em um parque e estava passando por procedimentos de primeiros socorros. Os bombeiros foram até o local e prestaram suporte à vítima, que foi colocada na ambulância do Resgate, sendo posteriormente transferida para uma unidade do Samu 192. Mesmo com as diversas tentativas de reanimação, a vítima não resistiu e faleceu. O corpo do menino foi deixado aos cuidados do Samu 192”, informou a corporação.
Na consulta pública ao Sistema Integrado de Atividades Técnicas (Siat) do Corpo de Bombeiros, é possível conferir que o parque tem três alvarás vigentes: o que trata do espaço de recreação pública é válido até fevereiro de 2027, e outros dois, voltados para espaços de refeição, não possuem data de fim de validade informada.
Um médico plantonista do Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, determinou que o corpo do menino fosse levado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), em Vitória, subordinado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), serviço que lida exclusivamente com mortes por causas naturais sem assistência médica ou com diagnóstico inconclusivo por doença. A medida tentou evitar o encaminhamento do corpo para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), da Polícia Científica, em Linhares, que era o procedimento correto a ser adotado, de acordo com múltiplas fontes policiais e da própria Sesa.
Em nota, a Sesa informou que “não divulga informações sobre pacientes atendidos nas unidades hospitalares da rede estadual” e que “a medida está em conformidade com normativas médicas, com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e com a Lei nº 15.378/2026 (Estatuto do Paciente)”, acrescentando que “as informações são repassadas exclusivamente para familiares e/ou responsáveis legais”. No entanto, o artigo 4º da LGPD especifica que a lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais realizado para fins exclusivamente jornalísticos.
Após os questionamentos da reportagem, a Polícia Civil e a Polícia Científica confirmaram em nova nota às 18h18 deste domingo (13) que o corpo do menino acabou sendo transferido do SVO para o Instituto Médico Legal (IML), em Vitória.
A Polícia Científica informou que o corpo do menino passou “pelo processo de necropsia e foi liberado aos familiares”.
A Polícia Civil informou que “as circunstâncias do fato serão apuradas pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de São Mateus”.
Na manhã deste domingo (13), o Guriri Beach Acqua Park publicou nas redes sociais que não abriria na data “por motivo de força maior”, sem detalhar o ocorrido ou se posicionar sobre a tragédia.
Esta é a segunda morte de uma criança no parque aquático em 2026. Em 2 de fevereiro, uma menina de 3 anos morreu após se afogar no local. Na ocasião, a criança também foi socorrida ao Hospital Estadual Roberto Silvares, onde a morte foi confirmada, mas o corpo foi encaminhado diretamente ao SML de Linhares. A menina e a família eram turistas do estado do Mato Grosso.











