spot_img
spot_img

― PUBLICIDADE ―

Jovem de 18 anos está desaparecido no balneário de Guriri

Um jovem de 18 anos está desaparecido no balneário de Guriri, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Yuri da Silva Araújo, natural...

Macron busca novo primeiro-ministro após colapso do governo

Zhifan Liu e Michel Rose

O presidente da França, Emmanuel Macron, está buscando seu quinto primeiro-ministro em menos de dois anos, depois que os partidos de oposição se uniram para destituir o primeiro-ministro de centro-direita François Bayrou por causa de seus planos impopulares de restrição orçamentária.

Bayrou, derrotado por 364-194 em uma votação de confiança parlamentar, nesta segunda-feira (8), entregará oficialmente sua renúncia a Macron nesta terça-feira.

Quem quer que Macron escolha para sucedê-lo enfrentará a tarefa quase impossível de unir o Parlamento e encontrar maneiras de aprovar um orçamento para o próximo ano. A França está sob pressão para reduzir um déficit que é quase o dobro do teto de 3% da União Europeia e uma pilha de dívidas equivalente a 114% do PIB.

O nome do ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, estava entre os que circulavam para ser o próximo primeiro-ministro, sendo que as outras opções de Macron seriam alguém de centro-esquerda ou um tecnocrata.

Não há regras que determinem quem o presidente deve escolher ou com que rapidez. Macron, de 47 anos e no cargo desde 2017, nomeará seu novo primeiro-ministro nos próximos dias, informou seu gabinete na segunda-feira.

Os socialistas estavam entre os que disseram que era sua vez de governar. “Eu gostaria que fosse a esquerda, os verdes. Precisamos reivindicar o poder”, disse o chefe do Partido Socialista, Olivier Faure, à rádio France Inter.

Enquanto isso, o Reunião Nacional, de extrema-direita, repetiu seu apelo por uma eleição parlamentar antecipada, que Macron até agora descartou. Dissolver o Parlamento “é a única maneira, a melhor maneira, de sair de uma crise política”, disse a líder do partido, Marine Le Pen, aos repórteres.

A decisão de Macron, no ano passado, de convocar uma eleição parlamentar antecipada resultou apenas em um Parlamento mais fragmentado.

A reação do mercado foi relativamente discreta no início das negociações de terça-feira, com a saída de Bayrou já amplamente precificada. O próximo teste será a decisão da Fitch sobre a classificação soberana da França na sexta-feira.

As empresas francesas estão preocupadas com o impacto da crise política.

“A queda do governo se soma a meses de instabilidade política que já minaram a confiança econômica”, disse Maya Noël, do lobby tecnológico France Digitale. “No setor de inovação, essa instabilidade tem um custo imediato: desacelera os investimentos e as contratações.”

O país também estava se preparando para os protestos antigovernamentais “Vamos bloquear tudo” na quarta-feira, que se multiplicaram nas mídias sociais em um possível eco dos protestos generalizados anti-Macron que abalaram o país em 2018-2019.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

 

Macron busca novo primeiro-ministro após colapso do governo

 

spot_img
spot_img
spot_img