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IJSN celebra dez anos do reconhecimento do Congo como Patrimônio Imaterial do Espírito Santo

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), por meio da Coordenação de Estudos Sociais, divulgou o IJSN Especial Congo Capixaba, em celebração aos dez anos do reconhecimento oficial das Bandas de Congo como Patrimônio Imaterial do Espírito Santo.

Originado do entrelaçamento de culturas africanas, indígenas e europeias, o Congo é uma manifestação que ultrapassa o campo artístico: é uma expressão de identidade, resistência e fé. As Bandas de Congo representam não apenas um legado cultural, mas também uma forma de organização comunitária que atravessa gerações, transmitida pela oralidade e pela vivência nos festejos.

Com presença marcante em diversas regiões do Estado, as Bandas de Congo têm uma estrutura própria, com mestres, capitães, reis, rainhas e músicos que conduzem a musicalidade, as toadas, os rituais religiosos e a Festa do Mastro — um dos pontos altos da devoção popular.

A pesquisa destaca a pluralidade de práticas, como o uso de instrumentos tradicionais (casacas, tambores, chocalhos) e a forte conexão com a religiosidade católica popular, como na devoção a São Benedito e à Nossa Senhora da Penha.

De acordo com o IJSN Especial Congo Capixaba, existem 61 bandas de congo no Espírito Santo. A publicação destaca a distribuição dessas bandas por município. O número de bandas de congo apresentado se refere às identificadas em um levantamento realizado pelo Atlas do Folclore Capixaba (2009). O documento ressalta que o quantitativo apresentado pode variar conforme o critério adotado, como a inclusão de bandas mirins, adormecidas, ou grupos formados em projetos educativos e sociais.

A publicação também retrata o processo de luta por reconhecimento e salvaguarda. Desde 2015, com a promulgação da Lei nº 10.363, o Congo passou a ser protegido como patrimônio estadual. Em 2024, foi dado um novo passo com o encaminhamento do pedido ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para o reconhecimento em nível federal.

O movimento, liderado por congueiros, pesquisadores e militantes culturais busca consolidar políticas de valorização das tradições afro-indígenas e ampliar o acesso às ações de fomento e preservação.

A íntegra do estudo está disponível no site do IJSN: https://ijsn.es.gov.br/Media/IJSN/PublicacoesAnexos/S%C3%ADnteses/IJSN%20Especial%20-%20Congo%20Capixaba.pdf

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