A Polícia Civil investiga o furto de 30 pavões de uma propriedade localizada em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. A informação é de Andressa Antunes, g1 ES.
De acordo com a criadora dos animais, algumas aves são avaliadas em até R$ 10 mil, e o prejuízo total causado ultrapassa R$ 60 mil.
A ação aconteceu na madrugada de 28 de junho. Na manhã seguinte, durante uma vistoria de rotina, a criadora encontrou o viveiro violado, com telas de proteção cortadas e penas espalhadas pelo chão. Até a publicação desta reportagem, nenhum dos animais havia sido recuperado e ninguém foi preso.
A criadora tem 65 anos e há mais de 20 cria aves como pavões, cisnes e galinhas. Ela acredita que os suspeitos conheciam a propriedade e sabiam exatamente quais aves levar.
“Eles levaram as melhores aves. Acredito que tenha sido alguém que conhece muito bem o local, pois entrou onde as câmeras de segurança não alcançam”, contou a criadora, que não quis se identificar.
Segundo a mulher, imagens das câmeras de segurança mostram dois carros parados nos fundos da propriedade, a cerca de 250 metros do criadouro. A suspeita é que os ocupantes tenham seguido a pé até o viveiro para retirar os animais.
A proprietária contou que acredita que os criminosos ainda voltaram ao sítio na madrugada seguinte para tentar levar mais pavões.
“Durante a ação, eles passaram aves de um viveiro para outro. Na madrugada seguinte, vizinhos viram um carro nas proximidades e acreditamos que eles tentaram voltar. Mas, dessa vez, não conseguiram entrar”, disse.
Entre os animais furtados estavam três machos e duas fêmeas adultas da espécie arlequim de verde Java, considerada rara pela criadora. Segundo ela, todos estavam em idade reprodutiva.
Um casal de filhotes dessa variedade é comercializado por cerca de R$ 6 mil, enquanto cada ovo pode ser vendido por aproximadamente R$ 200.
Além da espécie rara, os criminosos levaram outros pavões que também seriam utilizados na reprodução do criadouro.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que o caso é investigado e que, até o momento, nenhum suspeito de cometer o crime. Segundo a corporação, detalhes sobre o caso não serão divulgados para preservar a apuração.
Quem tiver informações sobre o caso pode contribuir de forma anônima através do Disque-Denúncia, pelo telefone 181; pelo site; ou pelo WhatsApp, enviando mensagem no número 27 99253-8181.












