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ES: falsos advogados inventaram doença em criança para dar golpe

 

Um grupo que aplicava o golpe do falso advogado foi preso durante uma operação do Ministério Público na Serra, na Grande Vitória, na manhã desta sexta-feira (11). Os criminosos usavam nomes, fotos e outras informações de advogados reais para abordar clientes e solicitar pagamento de taxas de processos existentes. As informações são de Breno Alexandre, do g1 ES.

Segundo o MPES, os golpistas chegaram a usar fotos do filho de um advogado, afirmando que a criança estava com leucemia e que precisava de doações para tratamento médico. O advogado que foi vítima dos criminosos, porém, afirmou que o filho nunca teve a doença.

A operação resultou na prisão temporária de três investigados. Três mandados de prisão foram cumpridos na Serra e, um quarto, em uma unidade prisional da Grande Vitória. Isso significa que ele recebeu um novo mandado de prisão e deve responder por outro crime.

Além disso, também foram realizadas buscas para recolher celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros materiais que possam ajudar a identificar a atuação de cada investigado e descobrir se há outras pessoas envolvidas.

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Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, os suspeitos criavam perfis falsos e utilizavam nomes, fotografias e imagens de escritórios de advocacia para fazer com que as abordagens parecessem verdadeiras.

Os contatos eram realizados principalmente pelo WhatsApp. Nas mensagens, os suspeitos se passavam por advogados ou funcionários de escritórios. As vítimas recebiam informações falsas de que haviam vencido uma ação judicial ou de que tinham valores disponíveis para receber.

Em seguida, os suspeitos solicitavam o pagamento de supostas taxas, custas processuais ou despesas administrativas, geralmente por meio de transferências via pix.

Para pressionar as vítimas, o grupo criava um falso senso de urgência, fazendo com que acreditassem que precisavam realizar os pagamentos imediatamente.

A investigação apontou ainda que os criminosos mantinham vínculos familiares e afetivos, além de compartilhar linhas telefônicas e contas bancárias usadas nos golpes. Foram identificadas 42 linhas telefônicas, 13 endereços de e-mail e diversas chaves pix relacionadas aos suspeitos.

O MPES destacou que os advogados mencionados na investigação são vítimas de fraudes, assim como seus clientes. Os nomes dos detidos não foram divulgados e o caso segue sob sigilo judicial para não prejudicar as apurações em andamento.

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