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Core Web Vitals no WordPress para jornais: reduza INP, LCP e CLS sem trocar o tema

 

Foto: Freepik

Imagine o frenesi de uma redação online, onde cada segundo conta. De repente, as manchetes importantes, aquelas que seus repórteres suaram para conseguir, “pulam” na tela do leitor porque um anúncio pesado acabou de carregar. Ou talvez, o leitor, tentando rolar a página em seu celular para saber os desdobramentos de uma notícia urgente, se depara com a página “engasgando”, travando sem aviso. 

Para um editor, essas situações se traduzem em cliques perdidos, tempo de leitura reduzido e, em última instância, receita comprometida. A frustração é real e, acima de tudo, mensurável. 

É nesse cenário que as Core Web Vitals (Métricas Essenciais da Web) no WordPress para jornais entram em cena, oferecendo uma oportunidade de ouro. 

A boa notícia é que é possível consertar esses problemas sem a necessidade de uma troca de tema cara e demorada. Existem passos práticos, medições claras de antes e depois, e uma governança eficaz de scripts que podem transformar essa dor de cabeça em um diferencial competitivo.

O que são as Métricas Essenciais da Web e por que importam para os portais de notícias?

Em primeiro lugar, é fundamental entender o que são as Core Web Vitals (Métricas Essenciais da Web) e por que elas são tão importantes para quem vive de notícia. 

Elas são um conjunto de três métricas específicas de velocidade e interatividade que o Google usa para avaliar a experiência do usuário em uma página da web. Desse modo, uma boa performance nesses indicadores pode impactar diretamente o ranqueamento do seu conteúdo nos resultados de busca, algo vital para a visibilidade de qualquer portal.

Ainda mais relevante, houve uma mudança significativa em 12 de março de 2024. O Google substituiu uma das métricas, o FID (First Input Delay – Atraso da Primeira Entrada), pelo INP (Interaction to Next Paint – Interação à Próxima Renderização). 

Enquanto o FID media apenas o atraso inicial na primeira interação do usuário, o INP, por sua vez, é muito mais abrangente. Ele mede a capacidade de resposta geral de uma página a todas as interações do usuário, desde cliques e toques até as ações de digitar. 

Em outras palavras, ele avalia o tempo que leva para um site “responder” visualmente depois que um usuário clica em algo ou interage com a página. É como se ele observasse a fluidez da sua página do começo ao fim da experiência do usuário.

Para que seu site seja considerado de “boa qualidade” pelo Google, é importante buscar os seguintes limiares oficiais:

  • LCP (Largest Contentful Paint – Maior Exibição de Conteúdo): Deve ser igual ou menor que 2,5 segundos. Isso significa que o maior conteúdo visível na tela deve carregar rapidamente.
  • INP (Interaction to Next Paint – Interação à Próxima Renderização): Deve ser igual ou menor que 200 milissegundos. Ou seja, as interações do usuário precisam ter uma resposta visual quase imediata.
  • CLS (Cumulative Layout Shift – Mudança Cumulativa de Layout): Deve ser igual ou menor que 0,1. Essa métrica garante que a página não “pule” ou se mova inesperadamente enquanto o usuário a visualiza.

Portanto, entender “o que são core web vitals” e como o “INP no WordPress” afeta seu jornal é o primeiro passo para garantir que suas notícias cheguem aos leitores de forma eficiente e agradável.

Traduzindo as siglas: o que LCP, INP e CLS significam no dia a dia da redação

Essas siglas podem parecer complexas, mas seus impactos são bem fáceis de identificar na rotina. Por exemplo, o LCP é o tempo que leva para o maior elemento da sua página ficar visível. 

Em um portal de notícias, frequentemente é a imagem principal da manchete que ocupa esse lugar de destaque. Se ela demora a aparecer, o leitor pode ter a impressão de que a página está lenta, mesmo que o resto do texto já tenha carregado.

O INP, por sua vez, reflete a responsividade do site. Pense no leitor tentando abrir um menu, clicar em uma galeria de fotos ou até mesmo usar a barra de busca. Se há um atraso perceptível entre a ação do usuário e a resposta visual da página, ele está sentindo o impacto de um INP alto. É aquele “engasgo” que causa frustração.

Já o CLS é a medida da estabilidade visual. Imagine estar lendo uma notícia e, de repente, um banner de publicidade carrega e “empurra” o texto que você estava lendo para baixo, fazendo com que você perca a linha. 

Isso é um “layout shift” (mudança de layout). Da mesma forma, um vídeo que carrega depois de todo o conteúdo e altera a altura da página também contribui para um CLS ruim. É, em síntese, a métrica que combate os “pulos” inesperados na tela.

Como medir o desempenho: dados de campo versus laboratório

A variação no desempenho das páginas de notícias é enorme, como sabemos. A conexão de rede do leitor, o tipo de dispositivo (se é um smartphone antigo ou um computador de última geração), e até mesmo o horário de acesso podem influenciar drasticamente a experiência. 

É por isso que é crucial entender a diferença entre dados de laboratório e dados de campo. Os dados de laboratório são como testes controlados, ideais para diagnosticar problemas específicos e simular condições. Já os dados de campo, em contrapartida, refletem a experiência real dos seus usuários.

Para começar a entender como medir core web vitals, o Google Search Console (Console de Pesquisa Google) é uma ferramenta indispensável. Ele oferece o “Relatório de Core Web Vitals”, que apresenta dados de campo diretamente do CrUX (Chrome User Experience Report – Relatório de Experiência do Usuário do Chrome). 

Essa visão, acima de tudo, é o que o Google realmente enxerga sobre a experiência dos seus usuários em dispositivos móveis e desktops.

Em segundo lugar, ferramentas como o PageSpeed Insights (Informações de Velocidade da Página) e o Lighthouse, ambas do Google, são excelentes para diagnósticos. Elas executam auditorias em ambiente de laboratório e oferecem sugestões detalhadas de melhoria. 

É importante notar que a “aprovação” em Core Web Vitals é baseada no 75º percentil dos usuários. Isso significa que 75% dos seus visitantes devem ter uma experiência “boa” para que sua página seja considerada aprovada.

Para quem busca uma medição ainda mais aprofundada e em tempo real, implementar o RUM (Real User Monitoring – Monitoramento de Usuário Real) usando a biblioteca web-vitals pode ser a melhor saída. 

Ela permite coletar dados de Core Web Vitals diretamente dos navegadores dos seus usuários, oferecendo um panorama detalhado da realidade de quem consome seu conteúdo.

Um roteiro simples para a medição antes e depois

Para realizar uma medição eficaz e acompanhar seus progressos, recomendamos um roteiro claro. 

Primeiramente, identifique as URLs (endereços web) dos templates (modelos de página) mais importantes do seu site, pois são eles que representam a maior parte do seu tráfego e que mais impactam seu público. Inclua a página inicial (home), as páginas de notícias individuais, as páginas de categoria e, também, a página de busca.

Em seguida, antes de aplicar qualquer otimização, faça um registro do desempenho atual. Use o PageSpeed Insights para cada uma dessas URLs e salve os resultados (prints de tela ou, ainda melhor, registre os números em uma planilha). Desse modo, você terá um ponto de partida para comparar e visualizar os ganhos após as mudanças. 

É uma etapa crucial para validar os esforços e garantir que as melhorias sejam notáveis.

LCP: acelerando a “manchete principal” sem trocar o tema do WordPress

Em muitos jornais online, o LCP (Largest Contentful Paint – Maior Exibição de Conteúdo) é frequentemente a imagem da manchete, o elemento visual que o leitor espera ver primeiro. 

A boa notícia é que há ganhos rápidos e substanciais que podem ser obtidos usando recursos nativos do WordPress e fazendo pequenos ajustes.

Efetivamente, o WordPress tem se aprimorado continuamente. Por exemplo, a versão 6.3 adicionou automaticamente o atributo fetchpriority=”high” (prioridade de busca alta) na imagem que provavelmente será o LCP. 

Isso faz com que o navegador priorize o carregamento dessa imagem em detrimento de outros elementos, resultando em ganhos típicos de 5% a 10% no tempo de LCP.

Para um diagnóstico mais aprofundado, o Lighthouse pode “quebrar” o LCP em subpartes:

  • TTFB (Time to First Byte – Tempo para o Primeiro Byte): Tempo até o servidor começar a enviar os dados.
  • Atraso de Carregamento: Tempo para carregar o recurso LCP.
  • Atraso de Renderização: Tempo para o navegador renderizar o recurso.
  • Tempo de Renderização: Tempo para o elemento ser pintado na tela.

Analisar essas subpartes permite identificar o gargalo correto. Se o TTFB estiver alto, o problema pode ser no servidor, por exemplo, e não na imagem em si. 

Aliás, para otimizar o LCP quando a causa é uma imagem, técnicas como a compressão adequada, o uso de formatos modernos (como WebP) e a definição de dimensões explícitas são cruciais, conforme detalhado nos guias da MDN Web Docs. 

Além disso, deferir (adiar o carregamento) de CSS não crítico pode liberar a renderização inicial, permitindo que o conteúdo visível apareça mais rapidamente.

Checklist rápido para o LCP

Para garantir uma boa performance do LCP, considere o seguinte checklist prático:

  • Primeiramente, certifique-se de que a imagem principal do topo (a provável LCP) tenha o atributo fetchpriority=”high” e, principalmente, não tenha lazy-load (carregamento preguiçoso) aplicado a ela.
  • Em seguida, verifique no Lighthouse qual subparte do LCP está mais lenta e direcione seus esforços para corrigi-la. Um TTFB alto, por exemplo, indica um problema no servidor ou no backend, e não necessariamente na otimização da imagem.

Exemplos práticos para acelerar o LCP

Para implementar as otimizações de LCP, alguns exemplos práticos incluem:

  • Inserir o atributo fetchpriority=”high” diretamente no código <img> da sua imagem principal, algo que o WordPress 6.3+ já faz de forma inteligente para você.
  • Desenvolver e aplicar um CSS “crítico” que contém apenas o estilo necessário para renderizar a primeira parte visível da página, evitando que o navegador tenha que carregar todo o arquivo de estilos antes de mostrar o conteúdo.

INP: como acabar com as “travadas” de interação em páginas com muito JavaScript e anúncios

Em portais de notícias, o grande vilão do INP (Interaction to Next Paint – Interação à Próxima Renderização) é o “main thread” (thread principal) do navegador, que frequentemente fica ocupado demais processando scripts  complexos, tanto do próprio site quanto de terceiros (como anúncios e ferramentas de analytics – análise de dados). 

Isso leva, em suma, às famosas “travadas” na interação.

A fim de otimizar o INP, é crucial focar na otimização de tarefas longas. Isso significa quebrar as operações longas de JavaScript em blocos menores para que o thread principal possa responder a outras interações do usuário. 

Assim também, é importante reduzir as “long tasks” (tarefas longas) tanto durante o carregamento inicial da página quanto após as interações do usuário. Para isso, a utilização de dynamic import() pode ser uma solução eficiente para modularizar o código JavaScript, carregando-o apenas quando necessário.

No que tange aos scripts de terceiros, que são uma fonte comum de problemas de INP, é recomendável usar preconnect (pré-conexão) ou o carregamento eficiente de JS (JavaScript) externo. 

Isso permite que o navegador estabeleça uma conexão antecipada com esses domínios, agilizando a busca por esses recursos quando eles forem solicitados. Dessa forma, é possível garantir que o site permaneça responsivo, mesmo com a presença de diversos elementos interativos.

Diagnóstico prático do INP

Para identificar as interações que mais prejudicam seu INP, você pode usar as ferramentas de desenvolvedor do Chrome. Elas permitem capturar e analisar as “long tasks” (tarefas longas) e os “long frames” (quadros longos) que ocorrem durante as interações do usuário, ajudando a identificar os gargalos. 

É um processo que exige um pouco de técnica, mas que oferece insights valiosos para a otimização.

Prioridades para a equipe de redação e tecnologia (TD)

A equipe de tecnologia (TD) e até mesmo a de redação podem ter prioridades claras para melhorar o INP. 

Os scripts devem ser adiados, sobretudo aqueles que não são essenciais para a visualização inicial do conteúdo. Adicionalmente, considere carregar elementos como menus complexos, seções de comentários, widgets (miniaplicativos) ou galerias de fotos sob demanda, ou seja, apenas quando o usuário realmente interagir com eles. 

Isso libera o thread principal, resultando em uma experiência mais fluida para o leitor.

CLS: impedindo que anúncios e conteúdos “empurrem” seu texto

O CLS (Cumulative Layout Shift – Mudança Cumulativa de Layout) é uma das métricas mais visuais e frustrantes para o usuário. Pense na experiência de estar lendo uma notícia e, de repente, um banner publicitário carrega tardiamente, “empurrando” o parágrafo que você estava lendo para baixo. 

Ou um player de vídeo que se ajusta à altura, causando uma instabilidade visual. Até mesmo uma fonte que é trocada depois que o texto já apareceu contribui para um CLS ruim. São esses movimentos inesperados que prejudicam a usabilidade e a credibilidade do seu site.

O guia oficial do Google para evitar o CLS lista as causas comuns e suas respectivas correções. No contexto de jornais, os anúncios são, muitas vezes, os principais culpados. 

Para evitar que eles causem “shifts” (deslocamentos), a utilização do Google Publisher Tag (GPT – Tag do Publicador do Google) combinada com a reserva de espaço fixo via CSS é o único método garantido. 

Isso significa que, mesmo que o anúncio demore a carregar, o espaço para ele já estará reservado, evitando o deslocamento do conteúdo. 

Contudo, é importante tratar também os casos de anúncios dinâmicos, que podem apresentar desafios adicionais.

Estratégias para cada formato de anúncio

Para mitigar o CLS causado por anúncios, é crucial mapear as alturas mínimas para cada formato e viewport (área visível da tela). 

Por exemplo, um banner 300×250 ou 728×90, além de outros formatos, precisa ter seu espaço reservado via CSS. 

Use placeholders (espaços reservados) que garantam que a área para o anúncio já esteja definida antes que ele seja carregado, independentemente do tempo que leve. Isso, com efeito, evita que o conteúdo circundante seja empurrado.

Embeds (conteúdos incorporados) e iframes (frames embutidos)

Além dos anúncios, embeds (conteúdos incorporados) de redes sociais, vídeos do YouTube ou iframes (frames embutidos) de outros serviços também podem causar CLS se não tiverem seu espaço reservado

A estratégia mais eficaz é utilizar um padrão de wrapper (invólucro) com dimensões definidas. Isso garante que, mesmo que o conteúdo externo carregue com atraso, o layout da página permaneça estável. 

Assim, por exemplo, um vídeo do YouTube terá sua caixa com altura e largura predefinidas, impedindo que ele cause um salto na página.

Fontes sem “sustos”: mantendo a tipografia bonita e estável

A tipografia é um elemento fundamental para a identidade visual de um jornal, mas as webfonts podem, por vezes, causar instabilidade no layout. O objetivo, então, é exibir o texto de forma rápida e estável, mesmo utilizando fontes personalizadas.

As boas práticas de fontes, de acordo com as recomendações, incluem o uso de font-display: swap. Este atributo instrui o navegador a exibir o texto com uma fonte padrão do sistema operacional enquanto a fonte personalizada está sendo carregada. 

Assim que a webfont estiver disponível, ela “troca” a fonte temporária. Isso, primordialmente, evita o famoso “FOIT” (Flash of Invisible Text – Flash de Texto Invisível), onde o texto fica oculto até que a fonte seja completamente carregada.

O Lighthouse também enfatiza a importância de valores de font-display que evitem o texto invisível. Isso garante, sobretudo, que o leitor sempre tenha algo para ler, mesmo que a fonte final demore um pouco mais para aparecer.

Quando pré-carregar as fontes

Para otimizar ainda mais o carregamento das fontes, é prudente pré-carregar aquelas que são mais críticas para a experiência do usuário. Isso geralmente inclui as fontes utilizadas nos títulos e manchetes, que são elementos de destaque. 

Contudo, é fundamental não exagerar no pré-carregamento. Pré-carregar muitas fontes pode, da mesma forma, consumir recursos e atrasar o carregamento de outros elementos importantes. Portanto, seja seletivo, focando apenas nas fontes que são verdadeiramente essenciais para a visualização inicial da página.

Imagens e iframes no WordPress: o que o sistema já faz por você (e como ajustar)

O WordPress tem evoluído bastante para ajudar na performance, e já faz um bom trabalho por padrão na otimização de imagens e iframes. No entanto, pequenos ajustes finos podem evitar efeitos colaterais e garantir que o site funcione de forma ainda mais otimizada.

Por exemplo, o lazy-load nativo de imagens foi introduzido na versão 5.5 do WordPress. Isso significa que as imagens só são carregadas quando se aproximam da área visível da tela do usuário, economizando largura de banda e acelerando o carregamento inicial da página. 

Da mesma forma, o lazy-load nativo para iframes foi adicionado na versão 5.7.

No entanto, nem todo lazy-load é benéfico. O WordPress permite ajustar isso através do filtro wp_omit_loading_attr_threshold. Ele define um limite para quantas imagens próximas ao topo da página (acima da dobra) não devem receber o atributo loading=”lazy”

Ajustar esse threshold (limite) é crucial, pois aplicar lazy-load nas primeiras mídias que compõem o LCP (Largest Contentful Paint – Maior Exibição de Conteúdo) pode prejudicar a métrica.

Evite o “lazy-load” na imagem principal (LCP)

Conforme mencionado, a imagem que é o seu LCP (Largest Contentful Paint – Maior Exibição de Conteúdo) nunca deve ter lazy-load. Para isso, você pode ajustar o filtro wp_omit_loading_attr_threshold no WordPress, garantindo que as primeiras imagens (e, portanto, a imagem principal) sejam carregadas de forma prioritária e imediata, sem atrasos desnecessários.

Galerias, vídeos e embeds (conteúdos incorporados)

Para galerias de fotos, vídeos e outros embeds (conteúdos incorporados), o lazy-load geralmente é uma boa estratégia para economizar recursos e melhorar a velocidade inicial da página. 

Entretanto, é importante também reservar o espaço para esses elementos, como vimos na seção sobre CLS (Cumulative Layout Shift – Mudança Cumulativa de Layout). Isso significa que, enquanto o lazy-load cuida do carregamento eficiente, a reserva de espaço evita que o conteúdo “salte” quando esses elementos são finalmente carregados.

Rotina e governança: mantendo os ganhos sem trocar de tema

Para manter os ganhos de performance ao longo do tempo, é preciso mais do que apenas aplicar algumas correções pontuais. É necessário estabelecer uma cadência leve de manutenção e, além disso, implementar “regras de ouro” para a gestão de scripts (códigos) e anúncios, evitando as famosas “gambiarras” que podem prejudicar o desempenho.

Existem plugins para WordPress que podem auxiliar nesse processo. Por exemplo, ferramentas como Autoptimize ou Async JS (JavaScript) permitem deferir (adiar o carregamento) ou carregar scripts de forma assíncrona, eliminando bloqueios que atrasam a renderização da página. 

Outra opção mais simples é o Jetpack Boost, que oferece recursos para adiar o JS não essencial de forma não invasiva ao tema.

Para quem prefere soluções sem plugins, é possível implementar práticas como o critical CSS e o inline seletivo de estilos. O critical CSS, em resumo, extrai apenas os estilos necessários para a parte visível da página e os incorpora diretamente no HTML (linguagem de marcação de hipertexto), garantindo que o conteúdo apareça rapidamente.

Política de terceiros e de anúncios

Uma política clara para scripts de terceiros e anúncios é fundamental. Isso inclui definir critérios de entrada e saída para tags (códigos) de parceiros e, igualmente importante, realizar auditorias mensais. 

Essa prática garante que scripts desnecessários ou que estão causando problemas de performance sejam identificados e removidos rapidamente, impedindo que eles prejudiquem a experiência do usuário.

Quando pedir um reforço externo para o seu site 

Muitas vezes, a complexidade de múltiplos scripts (códigos), um inventário extenso de anúncios e um legado de customizações no WordPress podem tornar o ajuste fino das Core Web Vitals (Métricas Essenciais da Web) uma tarefa arriscada e que exige conhecimento especializado. 

É nesse cenário que buscar uma consultoria de marketing digital se torna uma decisão estratégica e inteligente.

O próprio Google Search (Pesquisa Google), em suas diretrizes sobre Page Experience (Experiência da Página), recomenda perseguir boas Core Web Vitals, destacando a importância dessas métricas para a experiência do usuário e, consequentemente, para o desempenho nos resultados de busca. 

Uma consultoria especializada pode realizar uma auditoria aprofundada dos gargalos do seu site, especialmente aqueles relacionados a JavaScript (JS) e anúncios, e implementar as correções de forma segura em ambiente de produção. 

É, em resumo, uma forma de garantir que as melhorias sejam sustentáveis e que a redação possa continuar seu trabalho sem interrupções.

Uma vez que a equipe interna já está sobrecarregada com as demandas diárias, ter um parceiro externo com expertise em otimização de performance pode fazer toda a diferença. Essa colaboração garante que o site do seu jornal atinja os padrões de qualidade exigidos pelo Google, sem que você precise desviar recursos internos valiosos ou correr riscos desnecessários com implementações complexas.

Um checklist final antes de publicar (para toda a equipe)

Finalizando, entregar uma lista de verificação objetiva é essencial para que a equipe (redação e TI) possa garantir a qualidade antes de cada publicação. Esta lista serve como um guia rápido para os pontos mais críticos das Core Web Vitals (Métricas Essenciais da Web).

Aliás, para facilitar esse acompanhamento, considere a possibilidade de automatizar o monitoramento das Core Web Vitals para templates críticos usando a API (Interface de Programação de Aplicativos) do PSI (PageSpeed Insights) e do CrUX (Chrome User Experience Report) do Google. 

Isso permite que você tenha um acompanhamento contínuo e proativo do desempenho do seu site.

Itens de “OK/Não OK” para a sua página

Antes de dar o “OK” final para a publicação, verifique:

  • LCP (Largest Contentful Paint – Maior Exibição de Conteúdo): A imagem destacada (e provável LCP) está sem lazy-load (carregamento preguiçoso) e com prioridade alta?
  • INP (Interaction to Next Paint – Interação à Próxima Renderização): As “long tasks” (tarefas longas) foram mapeadas? Os scripts (códigos) de terceiros foram adiados quando possível?
  • CLS (Cumulative Layout Shift – Mudança Cumulativa de Layout): Os slots (espaços) de anúncios e iframes (frames embutidos) têm altura mínima definida para evitar deslocamentos?

Um jogo contínuo de medir, ajustar e medir

A jornada para um jornal online mais rápido e responsivo é, portanto, um jogo contínuo de medição, ajuste e nova medição. Não se trata de uma solução mágica, mas sim de um compromisso constante com a qualidade da experiência do usuário

Ao priorizar as Core Web Vitals, você garante que suas manchetes permanecerão estáveis, suas páginas responderão ao toque do leitor e sua receita será preservada.

É de salientar que o impacto dessas otimizações aparece de forma mais significativa em dispositivos móveis e em horários de pico de tráfego, justamente quando a estabilidade e a velocidade são mais cruciais para o seu público. 

Sugere-se que você comece pelo template de notícia mais acessado, pois qualquer melhoria ali terá o maior impacto. A partir daí, o ciclo de otimização pode ser estendido para outras seções do site.

Caso o seu portal tenha múltiplos fornecedores de anúncios, um histórico de customizações complexas e muitas dependências entre plugins (programas adicionais), convidar a ajuda especializada de uma consultoria de marketing digital, como a Farmer Marketing Digital, pode ser a melhor estratégia. 

Essa parceria garantirá que as melhorias sejam implementadas de forma segura e eficaz, permitindo que sua equipe de redação continue focada em produzir o jornalismo de qualidade que seu público espera. 

É um investimento na longevidade e no sucesso do seu site de notícias.

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