O neto suspeito de matar a própria avó a facadas e pauladas na madrugada desta terça-feira (28), no Assentamento Pipinuque, na zona rural de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, foi autuado pela Polícia Civil pelo crime de feminicídio. A informação é de Wilson Rodrigues, da Rede Notícia
Marcos Antonio Bressali Lourenço Guimarães, de 30 anos, chegou a dormir ao lado do corpo e foi preso em flagrante. O avô do suspeito, de 78 anos, também foi agredido por ele e socorrido. A vítima, Maria Bressale Onório Lourenço, de 85 anos, morreu no local.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta de 2h da manhã para dar apoio a uma equipe do Samu. O chamado informava que o suspeito estava em surto e havia agredido o avô de 78 anos, ficando sozinho na casa com a avó, havendo o temor de que ele pudesse feri-la. Quando a equipe da PM chegou ao local, encontrou os socorristas do Samu aguardando o apoio para entrar na residência com segurança. Ao entrarem na casa, os policiais encontraram a idosa caída entre a sala de estar e a sala de jantar com um corte profundo na cabeça e uma faca cravada na perna, sendo constatada a sua morte.
Conforme a PM, em outro cômodo da casa o suspeito foi encontrado dormindo, e havia muito sangue no chão. Os policiais o acordaram e deram voz de prisão. Os agentes relataram no boletim que o questionaram sobre os fatos, mas ele não conseguia manter um raciocínio lógico, falando coisas sem sentido. No entanto, confirmou que agrediu o avô com um pedaço de madeira e que a última coisa de que se lembrava era de ter dado um abraço e um beijo na avó. O suspeito disse ainda aos policiais que, logo depois, havia matado um porco com um golpe na cabeça e uma facada, mas não conseguiu limpar o animal porque começou a passar mal com o sangue e foi dormir — possivelmente fazendo uma analogia com o que havia feito com a idosa, mencionam os policiais no documento ao qual a reportagem teve acesso.
A Polícia Científica informou que o corpo da idosa foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Colatina, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado aos familiares.











