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PF mira lavagem de dinheiro do tráfico com bets e influenciadores

Uma operação da Polícia Federal (PF) que tem como alvo um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro com jogos on-line irregulares cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária no Espírito Santo e em outros cinco estados na manhã desta quarta-feira (15). A reportagem é de Andressa Antunes e Fábio Amato, do g1 ES.

A ação, que recebeu o nome de Operação Slots, investiga o uso de empresas de fachada, plataformas de apostas (bets) ilegais e o uso de influenciadores digitais para ocultar a origem ilícita de recursos provenientes do tráfico de drogas.

De acordo com a corporação, as investigações também apontaram um crescimento de patrimônio incompatível com a capacidade financeira dos investigados.

A 2ª Vara Criminal de Vitória também autorizou medidas cautelares de bloqueio e sequestro de bens e valores de até R$ 951.140.294, além do embargo de um imóvel e de veículos de luxo.

  1. Espírito Santo
  2. São Paulo
  3. Rio de Janeiro
  4. Paraná
  5. Paraíba
  6. Sergipe

 

A investigação identificou uma estrutura criminosa “voltada à exploração clandestina de plataformas de apostas on-line”, informou a Polícia Federal. No esquema, influenciadores digitais eram usados para divulgar os sites irregulares e empresas intermediadoras de pagamento.

Ainda segundo a corporação, as plataformas divulgadas pelos influenciadores investigados não possuíam autorização para funcionamento no Brasil.

Para criar uma falsa aparência de regularidade aos consumidores, as empresas usavam de forma indevida selos e símbolos relacionados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) do Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), órgãos reguladores da atividade.

Com a operação desta quarta (15), os envolvidos também foram proibidos de divulgar as plataformas de apostas irregulares e as empresas investigadas tiveram suas atividades suspensas.

A operação ainda estava em andamento até a publicação da reportagem. A PF não divulgou se prisões foram efetivadas e nem os nomes dos envolvidos nos esquemas.

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