Uma jovem de 18 anos foi morta a tiros na noite desta terça-feira (31) em Conselheiro Pena, no Leste de Minas Gerais. Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos horas após o crime. Segundo a Polícia Militar, o menor de 16 anos confessou que iniciou um relacionamento com a vítima com o objetivo de matá-la.
A vítima, identificada como Ana Clara Coelho Lamim, foi encontrada caída no chão no Centro da cidade. Equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a morte foi confirmada ainda no local.
De acordo com a PM, testemunhas relataram que o adolescente mantinha um relacionamento recente com a jovem e esteve com ela momentos antes do crime. Os dois chegaram a se sentar juntos em um banco em frente à casa da vítima.
Após os disparos, o suspeito fugiu em uma motocicleta. Ainda segundo relatos, o veículo apresentou dificuldades para funcionar durante a fuga.
Durante abordagem, o adolescente afirmou aos militares que teria sido orientado por terceiros a se aproximar da jovem. Ele também disse que Ana Clara possuía dívidas relacionadas ao tráfico de drogas e que seria testemunha em um processo judicial — fatores que podem ter motivado o crime.
Com base nas informações levantadas, a polícia iniciou rastreamento e conseguiu localizar dois suspeitos na estrada que liga Conselheiro Pena ao distrito de Alto São José, no município de Santa Rita do Itueto.
Com o adolescente apontado como autor dos disparos, os policiais apreenderam um revólver com seis munições deflagradas, além de um celular, o telefone da vítima e uma balaclava. Com o segundo envolvido, foi apreendido outro aparelho celular.
Segundo a polícia, o menor relatou que foi levado até o local pelo comparsa, cumprimentou a vítima com um beijo e, em seguida, efetuou os disparos. Após o crime, os dois fugiram juntos.
Os adolescentes foram apreendidos, encaminhados ao hospital para avaliação médica e, posteriormente, levados à Delegacia da Polícia Civil.
A Polícia Civil informou que as circunstâncias do crime e a possível participação de outros envolvidos — incluindo quem teria ordenado o homicídio — serão investigadas. (Da Redação com G1)











