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Espírito Santo é o Estado com mais bandidos escondidos no Rio de Janeiro, diz delegado

O Espírito Santo é o Estado brasileiro que tem, proporcionalmente, mais foragidos da Justiça escondidos entre bandidos de facções na cidade do Rio de Janeiro.

A revelação foi feita pelo delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira, subsecretário Operacional e de Integração na Secretaria de Estado de Segurança Pública daquele Estado.

Oliveira participa, de forma online da reunião da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, quwe debateu a guerra sanguinária entre facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas no Espírito Santo.

Presidida pelo deputado Delegado Danilo Bahiense, a reunião foi transmitida ao vivo pela TV Assembleia, e os capixabas puderam ver o membro da cúpula da segurança pública do Rio dizer que o Espírito Santo fazer a revelação.

Essa constatação é feita a partir do número de bandidos com mandado de prisão expedidos pela Justiça de seus respectivos Estados, alcançados pela Polícia do Rio e que passaram pelo sistema prisional fluminense no ano de 2025.

Com 4 milhões de habitantes, o Espírito Santo foi o terceiro com mais mandados cumpridos no Rio (49), atrás apenas de Minas Gerais (79), com população cinco vezes maior, e São Paulo (64), população 11 vezes maior do que a capixaba.

“Levantamos que há 334 lideranças do crime organizado de outros Estados abrigadas por facções no Rio de Janeiro. Em 2025, tivemos 437 bandidos de outros Estados entrando no nosso sistema prisional, após cumprimento de mandados de prisão expedidos por outras unidades da federação”, disse Carlos Antonio Oliveira.

FACÇÕES X TERRORISMO 

Outro delegado, Romualdo Gianordoli Neto, capixaba, também falou por 20 minutos na reunião da Comissão de Segurança. Ele disse que a PEC Antifacções, aprovada pelo Congresso. e agora aguardando sanção presidencial, acertou por não enquadrar organizações como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

“Terrorismo é outra coisa. A PEC avançou muito, aumentou penas, criou novos tipos de crime como domínio territorial armado, sem usar o termo terrorismo, porque terrorismo é um meio para se chegar a um intento. Isso criaria uma insegurança jurídica no Brasil e o efeito prático de os EUA declararem essas organizações como terroristas seria que seus membros não poderiam ir para os Estados Unidos e bens que estão lá sejam bloqueados”, disse Romualdo.

O delegado, que foi subsecretário de Estado de Inteligência, salientou, entretanto, que na prática não haveria efeito algum: “Não há qualquer indício ou investigação que indique que o CV e o PCC estejam nos Estados Unidos. Até porque quem manda nas drogas dos Estados Unidos são os cartéis do México, que não deixam o Brasil entrar, mesmo que essas facções queiram”.

E fez um alerta: “Essa movimentação para declarar as organizações brasileiras como terroristas só têm o intento de dar aos Estados Unidos a legitimização de uma intervenção militar no Brasil, se isso for interessante para eles. É um movimento de um grupo político, não se pode ignorar a geopolítica. Numa eventual intervenção militar, os interesses americanos passarão muito longe dos intereses brasileiros”.

O que o Brasil precisa fazer, segundo o delegado, “é combater facções com aparatos legislativos, como está vindo agora com essa PEC, inteligência e asfixia financeira das organizações criminosas”. (Da Redação com TV Assembleia)

 

Espírito Santo é o Estado com mais bandidos escondidos no Rio de Janeiro, diz delegado
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