A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (21), um homem foragido da Justiça há 30 anos, suspeito de matar Haroldo Simões Rodrigues a tiros, no dia 20 de fevereiro de 1996, na localidade de Palmital, zona rural de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo. O preso foi identificado como Vander Aloir Assunção.
Segundo o delegado Erick Lopes Esteves, titular da Delegacia de Polícia de Jaguaré, a corporação capixaba, com apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (50ª DP – Itaguaí), prendeu o suspeito que estava escondido no Rio de Janeiro. A ação ocorreu no âmbito da Operação Tolerância Zero, que visa o combate a homicidas, e resultou ainda na apreensão de cinco armas de fogo na residência do investigado.
De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu quando a vítima, Haroldo Simões Rodrigues, foi emboscada pelo autor enquanto subia uma ladeira. Haroldo estava acompanhado de uma testemunha que reconheceu o atirador no momento do crime.
“As investigações apuraram que já havia problemas entre os envolvidos, culminando no homicídio. Após o fato, o autor sumiu e nunca mais foi visto, tendo sido decretada a sua prisão. Durante quase 30 anos, o autor foi identificado nos autos por um nome errado (‘Aloir de Souza Assunção’), o que dificultava sua localização e o cumprimento da ordem de prisão”, explicou o delegado.
A delegacia de Jaguaré realizou um cruzamento de dados em sistemas de inteligência policial e identificou que o nome registrado na época estava equivocado ou incompleto, descobrindo então a verdadeira identidade do suspeito: Vander Aloir Assunção.
Com o nome correto em mãos, a Polícia Civil do Espírito Santo trocou informações com a polícia fluminense e localizou o investigado. Ao ser abordado pelas equipes, o homem confirmou a autoria do homicídio praticado em Jaguaré em 1996. Durante a diligência, os policiais encontraram cinco armas de fogo sem autorização na casa do alvo, motivo pelo qual ele também foi preso em flagrante.
“A Polícia Civil de Jaguaré reitera seu compromisso de tolerância zero contra crimes violentos, garantindo que homicidas enfrentarão o rigor da lei e a devida prisão”, afirmou o delegado.










