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Serd planeja ações preventivas de limpeza na calha do Rio Doce nas cidades capixabas

A equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) segue realizando reuniões nos municípios impactados pelo desastre ambiental de Mariana para tratar da utilização de maquinário em ações preventivas na calha do rio. O objetivo é melhorar a circulação da água com a remoção de sedimentos acumulados no leito, especialmente em trechos críticos, além da limpeza das margens, manutenção de dispositivos de drenagem, recuperação ambiental e serviços emergenciais em vias e estruturas.

A gerente de Obras e Saneamento, Sabrina Bongiovani, e a gerente de Reparação e Recuperação Ambiental, Juliana Valory, estiveram nos municípios de Marilândia, Baixo Guandu e Linhares para alinhar as visitas técnicas e as futuras datas para início destes trabalhos. A equipe da Serd já está programando reuniões em Colatina e Aracruz.

Essas ações integram o Anexo 18 do Novo Acordo do Rio Doce, que trata das iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de enchentes, combinando a restauração ambiental das margens com a retomada produtiva na Bacia do Rio Doce. O anexo foi concebido a partir do reconhecimento de que, após o rompimento da barragem de Samarco, em 2015, a Bacia do Rio Doce passou a conviver com eventos hidrológicos recorrentes e com um quadro persistente de vulnerabilidade ambiental, demandando intervenções permanentes e planejadas — e não apenas respostas pontuais de caráter emergencial.

No planejamento atual, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce está promovendo a adesão a uma ata destinada à contratação de horas/máquina, assegurando maior agilidade e economicidade na execução das intervenções, com valor estimado de R$ 52,9 milhões. A execução ocorrerá na mancha de inundação definida no Novo Acordo do Rio Doce e na faixa adjacente de até 100 metros, nos municípios de Baixo Guandu, Colatina, Marilândia, Linhares e Aracruz.

“As visitas técnicas aos municípios têm justamente o objetivo de ouvir as equipes locais e identificar, de forma planejada, a necessidade do uso do contrato de horas/máquina em ações de resposta rápida e de prevenção. A cada período chuvoso, a bacia volta a sofrer com a remobilização de sedimentos, deposição de material em quintais produtivos e impactos em áreas de preservação permanente. O aumento da turbidez da água, por exemplo, impõe obstáculos adicionais ao seu tratamento para fins de abastecimento”, afirmou a gerente Juliana Valory.

“Além destas ações preventivas na calha do rio, a Serd também está em contato direto com os municípios para planejar um pacote de reformas e construções de estações de tratamento de água e esgoto nas cidades impactadas. Desta forma, iremos reduzir as cargas poluidoras no rio e nos seus afluentes e vamos garantir melhoria da qualidade da água e na proteção da saúde pública dos moradores destas regiões”, pontuou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.

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