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Moto usada ou zero quilômetro: o que vale mais a pena?

Para quem está pesquisando o valor de moto antes de tomar uma decisão, o mercado brasileiro oferece hoje uma das maiores variedades de opções em toda a sua história. Em 2025, o setor bateu recorde com mais de 2,1 milhões de motos emplacadas no país, um crescimento de 17% em relação ao ano anterior. Esse volume não acontece por acaso: a moto segue sendo o meio de transporte mais acessível para boa parte da população brasileira, especialmente em cidades do interior onde o carro representa um custo muito mais elevado de aquisição e manutenção.

O que o mercado mais vende e por quê

A Honda CG 160 terminou 2025 como a moto mais vendida do Brasil pelo 49º ano consecutivo, com quase 480 mil unidades emplacadas. Um número que diz muito sobre o perfil do comprador brasileiro. A CG é uma moto de trabalho, confiável, com rede de assistência espalhada por todo o país e custo de manutenção entre os mais baixos do segmento. As versões Cargo, Start, Fan e Titan atendem desde entregadores até quem precisa de mobilidade diária sem gastar muito com combustível ou reparos.

Logo atrás aparecem a Honda Biz 125 e a Pop 110i, as duas scooters mais populares do mercado. A Biz, com câmbio automático rotativo e compartimento sob o banco, é especialmente popular entre mulheres e novos condutores. A Pop mantém seu apelo pelo preço de entrada acessível e pela simplicidade mecânica, ideal para quem precisa de mobilidade básica no dia a dia sem qualquer complicação.

Mais acima na faixa de uso, a Honda NXR 160 Bros aparece como a escolha de quem precisa de uma moto capaz de lidar tanto com asfalto quanto com estradas de terra, uma realidade muito comum no interior do Brasil. Ela combina consumo razoável com suspensão preparada para terrenos irregulares, o que amplia muito o leque de situações em que pode ser usada.

A decisão entre novo e usado

Para quem tem orçamento limitado, o mercado de motos usadas oferece uma oportunidade real de acesso a modelos confiáveis por um custo menor. Motos como CG, Biz e Bros têm alta liquidez no mercado secundário, o que significa que há bastante oferta e que, na hora de revender, o processo costuma ser mais simples do que com modelos menos populares.

O principal cuidado na compra de uma moto usada é verificar o histórico de manutenção e o estado da parte mecânica. Correia ou corrente de transmissão, filtro de ar, sistema de freios e estado dos pneus são os pontos que mais impactam tanto a segurança quanto o custo imediato de colocar a moto em ordem. Uma vistoria antes de fechar o negócio evita surpresas desagradáveis, especialmente em motos acima de 30 mil quilômetros.

Plataformas reúnem anúncios de todo o Brasil, com filtros por modelo, ano, quilometragem e localização. Para quem mora no interior, essa possibilidade de buscar motos na região ou em cidades próximas é um diferencial importante, já que reduz o custo de deslocamento para ver o veículo pessoalmente antes de comprar.

Scooters e motonetas ganham espaço

Um movimento relevante no mercado brasileiro é o crescimento consistente das scooters de baixa cilindrada. A Honda PCX 160, que é uma moto mais voltada ao uso urbano e a viagens curtas, apareceu entre as dez mais vendidas de 2025 com mais de 53 mil unidades. O câmbio automático, o compartimento de armazenamento integrado e o menor esforço físico na condução em trânsito explicam boa parte dessa migração, especialmente entre compradores que usam a moto para trabalhar nas cidades.

Para quem usa a moto para entrega ou deslocamento diário em região com tráfego intenso, a scooter tende a ser mais confortável no longo prazo do que uma moto de câmbio manual. A diferença no custo de manutenção entre os dois tipos, historicamente favorável às motos convencionais, vem diminuindo com a evolução dos modelos automáticos disponíveis no mercado nacional.

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